Sexta-feira, 29 de junho, 2007

De desafio em desafio vamos vivendo na blogosfera. Agora é a vez do, “As 7 Maravilhas da Blogosfera”.
É interessante e foi idéia da Meiroca que ao criar o prêmio elaborou também um regulamento que poderá ser lido no seu Blog, "Pensieri e Parole".
E a Grace Olsson que é muito querida e tem um charmoso blog chamado “Alma Cigana”, indicou o Espelho Feminino!
Se eu disser que não mereço tão simpático gesto estarei sendo indelicada com quem foi muito gentil e carinhosa comigo. Por isso, sinto-me à vontade para agradecer a atenção da querida Grace
Estou sensibilizada, amiga. Você me deu um lindo presente!
Obrigada, de coração.
Agora é a minha vez de indicar os 7 que considero maravilhosos!
Difícil tarefa porque são muito mais que 7 o número daqueles que tenho em alta conta, mas como não poderei extrapolar, citarei...
Antes, porém, quero transcrever um item do regulamento que, não sei se entendi muito bem, mas me parece que não se pode votar naquele que nos indicou.
4. De forma a reduzir alguns constrangimentos [e desplantes], e evitar algumas cortesias desnecessárias, também sao considerados votos nulos:
- Os votos dos blogger(s) em si próprio(s) ou no(s) blogue(s) em que participa(m);
Então vejamos:
Luz de Luma (Luma)
Distant Daily (Cilene Bonfim)
Bloggente (Yvonne)
Ramsés Século XXI (DO)
Fina Flor (Mônica Montone)
Namastê (Márcia)
Coisas de Bruna (Bruna)
Aos demais que não foram citados porque o regulamento não permite, mas que tenho em alta conta, todo o meu carinho e admiração!
Bom dia...muitas alegrias

Quinta-feira, 28 de junho, 2007

DESPEDIDA
É fácil falar palavras que encantam!
Não são suaves nem doces aquelas que contam tristezas, dores e perdas. Parece que não se conclui o que o coração dita. Faltam palavras ou elas são demais e se embaralham na perplexidade de um momento de angústia. Assim é na morte.
O que há para dizer?
Que a morte lhe desobriga do enredo? Que ela não considerou os seus planos? Que você tinha ainda uns acertos a fazer por aqui e agora acabou o tempo?
As verdades já não importam e mentiras não fazem parte da morte.
Quando menos se espera ela abre um rasgo de dor naqueles que ficam deixando um rastro de saudade dos que se foram.
É a negação da vida e a gente não quer pensar em “nãos”. Que graça tem não amar, não rir, não dançar, não brincar, não namorar?
A graça é viver, mas morrer faz parte. É o lado sério da vida.
Só acho que essa despedida deveria ser depois de tudo vivido. Plenamente vivido. Mas não é. Há sempre uma história inacabada. Afinal estamos de passagem por aqui. Na volta haverá mais uma história para viver.
A minha filhota do coração está dizendo adeus à mãe que se despede deixando saudade eterna. Ela está triste, eu também.
Querida Ninha, vou repetir, aqui, as palavras que um dia disse para alguém especial num momento de grande tristeza:
A vida, em alguns momentos, assusta. Ela não mostra muito bem qual deve ser o nosso comportamento diante de situações que nos surpreendem, nos chocam e nos transformam da noite para o dia em pessoas profundamente abaladas. São as notícias repentinas e quase sempre alarmantes.
Muitas vezes subestimamos a nossa capacidade de enfrentar os dissabores, mas somos fortes e nem sei como nem de onde recolhemos, mas, de algum modo, conseguimos dentro de nós, a força necessária para enfrentar os altos e baixos pelos quais passamos na vida.
Assim será você, querida, pois tenha a certeza que as pessoas importantes para nós, como o era para você a sua querida mãe, permanecem ao nosso lado mesmo depois de rompido o elo físico.
Não importam o que levam de nós! Na troca desse profundo sentimento que é o amor nos beneficiamos com o que deixam conosco.
Lá do alto ela estará velando por você! Não a deixará órfã do seu carinho!
Estou com você em minhas orações, querida!
Fique bem... Fique com Deus!

Quarta-feira, 27 de junho, 2007

FUI!
Cheguei do trabalho e encontrei a casa revirada... O porta-retrato caído no chão de pedra, a nossa foto virada pra baixo, o vidro quebrado e um bilhete do lado dizendo assim: fui!
Como fui? Foi pra onde, com quem, volta? Não? E se volta, quando?
Fui! Isso é jeito de dizer... Adeussssss???
Corri para o quarto abri a porta do armário e só encontrei metade da roupa, alguns pares de sapatos e duas botas. Abri a gaveta onde guardo as meias. Cadê vocês? Cadê a minha metade?
Onde foi parar a meia cor de rosa que eu gostava tanto de usar quando fazia frio? Eu quero a minha "meinha" de volta.
Que história é essa?
Fui? E por que deixou umas coisas? Pra falar que volta?
Mas nem por um decreto...
Foi? Então foi! E já foi tarde!
Armário do banheiro... Ahá!!!!
Aqui não tem metade de nada... Cadê a minha metade do sabonete, o shampoo e o meu condicionadaorrrrr!!!!!!!! Acabei de comprar, essa não! Tudo tão novinho! Infeliz... Levou até o meu sorriso no creme dental. Não deixou o sabonete líquido, a esponja de passar nas costas. Miserável. Unha de fome...
Corri até a geladeira...ufa... meu doce de leite continua lá. Abri o vidro. Nãoooooo... deixou o vidro sujo só para me enganar.
Voltei correndo para o quarto... lembrei da mala... Foi o meu presente de aniversário! Nada! Carregou também. Mas que pão durismo!!!!! Dá e toma!
Ah, e a chave do apartamento? Aposto que não deixou.
Claro, quer voltar para buscar mais coisas quando eu não estiver em casa. Pois sim que vai! Vou avisar no trabalho que preciso de uma semana de folga. Danem-se se reclamarem. Não vou correr o risco de ficar sem móveis. Até parece! Um dia eu chego do trabalho e vou sentar no sofá para assistir televisão e catabum, bato com a b* no chão porque levaram o meu sofazinho lindo daqui não sei para onde. Vou assistir TV e o que vou encontrar? Nada... ene a d a... nada vezes nada!!!! No lugar dela só aquele retângulo de tinta mais clara marcando a parede. Infeliz! Comigo não, violão.
Quero a minha chave de volta. E não vou dividir mais nada...
Quando a minha mãe telefonar de novo pedindo para a Isabel passar uns dias comigo enquanto cura uma dor de cotovelo eu vou dizer: “mãe, não dá. Eu não agüento a Isabel. Ela chegou tem três dias, toda chorosa, de mal com o Armando e hoje ela foi embora deixando a maior bagunça, não se despediu de mim, levou minhas meias, todos os meus cremes, deixou metade das coisas dela talvez até porque não cabiam na mala. Na mala, mãe, que ela me deu. Pelo visto agora tomou de mim. E a dela, onde foi parar? Aposto que emprestou para o Armando. Ah, eu não duvido nada. Ele deve ter telefonado com aquela voz de nhem nhem nhem e fizeram as pazes de novo - até quando só Deus sabe - e viajaram de lua de mel, a trigésima, eu penso”!
A minha mãe vai reclamar, vai chorar, vai até fazer uma "chantagenzinha" básica porque eu não posso virar as costas para a minha única irmã que me adora e que faz qualquer coisa por mim. Que mais isso, que mais aquilo... Ah, vá!
“Com certeza, mãe, a Isabel é uma pobre criança... mimada! Mas tudo bem, diga então a ela que quando precisar pode vir e faça da minha a sua casa, mas quero que me devolva a mala que me presenteou e da próxima vez compre os seus artigos de higiene, pelo menos. Ah, e meias também”.
UPDATE:
Queridos amigos, fiquem certos que o texto acima é pura ficção (risos).
Boa tarde...muitas alegrias

Quarta-feira, 20 de junho, 2007

DE BLOG EM BLOG
Alguns falam de amores, outros de cores, flores, dores...
Alguns dão notícias sérias, outros, notícias que nos fazem chorar e alguns nos matam de rir.
Todos deixam uma mensagem e acabam fazendo parte do nosso dia a dia.
Se eu visito um e lá “escuto” que um tal é muito divertido, vou até lá curiar e se gosto fico, se não, dou meia volta, mas não faço desfeita.
Blog é assim, “ruas e ruas” pra gente passear!
“Calçadas e mais calçadas” pra gente subir e descer... Bater perna pra lá e pra cá!
Tem rua só de comércio: padaria, mercearia, boteco, delicatessen, casa lotérica, lojinha de aviamentos,... É só o blog deixar a porta aberta e você entra sem cerimônia.
Tem rua em bairro chique com casas maravilhosas onde ninguém olha para quem atravessa a rua, a pé.
Você até entra, se imagina participando com um ou outro comentário, mas acaba inibido e sai sem falar “oi”. São os blogs dos “famosos” que não estão nem aí. Não lhe visitam nunca e nem se importam se você não disser nada. Acho até que preferem que você entre calado e saia mudo.
Eles existem e ponto. Sabem que são muitas vezes visitados porque despertam a curiosidade. “O que será que fulano está fazendo agora? Vou lá saber”. Têm sempre um motivo para chamar a atenção: uma mudança repentina... Uma luz que se acende num espaço diferente, uma janela que se abre... Notícias novas que enchem os olhos. E sempre vale a pena dar uma olhadinha de perto.
Tem rua que exibe uma ou outra casa fechada, desalugada... São aqueles blogs cujos donos resolveram tirar férias ou estão dando um tempo – como eu já fiz algumas vezes. E tem aqueles que simplesmente desaparecem, desistem. Outros passam tanto tempo fora, que você pensa que vendeu a casa para alguém que ainda não tomou posse, mas que nada, de repente você ouve barulho e sabe que tem alguém, passa por lá e tudo foi reformado, pintado, surgiram novas idéias e está a todo vapor. Casa nova, vida nova!
Blog não é como shopping onde só mudam as vitrines. Onde tudo está no mesmo lugar! Num ou noutro momento aparece uma novidade tipo decoração de Natal, Dia das Mães, Dia da criança, Dia dos Namorados.
Blog é rua mesmo. Com gente que sobe e desce diariamente...rssss!!!! Não tem rotina!
Você passa na rua um grita lá dentro da casa e você escuta cá fora, um cachorro late no quintal, um carro freia, um garoto chuta a bola que bate na janela da casa do lado e não quebra o vidro do vizinho – graças a Deus -, alguém bate à porta da casa em frente pedindo uma ajuda que prontamente recebe ou não porque lá também tá faltando.
Tem uma amiga que mora na mesma rua há muitos anos e quando lhe vê se aproximar acena e diz que tem um mimo pra lhe dar: "vi na lojinha da esquina da rua do comércio e achei que era a sua cara".
Tem tanto numa rua... Tem tanto num Blog!!!!
Tem gente de todo tipo... notícia de toda ordem!
Poemas, crônicas, diário da vida privada...rsss!
Tem quem lhe ofereça um prêmio porque gosta do seu jeito de escrever; tem a galera que brinca de escrever: essa garotada que se “diverte” escrevendo - “q eu tava c/ saudades d td mundo já... sei lá eu ñ tinha parado pra pensar q eu tava c/ saudades. Faz mó falta td mundo... q saudades”.
Tem blogueiro que ama o seu blog tanto, tanto, que você não pode dizer nada contra o que ele escreveu: não caia na besteira de discordar, ele jamais “olhará para a sua cara” novamente.
Pessoas em qualquer lugar têm sempre algo a dizer. No mundo virtual ou fora dele.
Que bom que podemos usar mais esse meio de comunicação – a internet – para desabafar, mobilizar, convidar, fazer rir, contar histórias, formar opinião, protestar, registrar, manter tradições...
Que seja usado para construir ruas interativas com gente transitando e criando movimentos importantes promovidos com responsabilidade, criatividade e alegria.
Fiquem com os anjos que eu vou dançar forró pra comemorar o Dia de São João e volto semana que vem!
Um grande beijo e um abraço de encostar costela!
Boa noite...muitas alegrias

Segunda-feira, 18 de junho, 2007

AMAR E SER AMADO
De todas as magias para o bem viver o amor é a poção mais verdadeira!
É mágico quando você ama a quem lhe quer bem. É uma ilusão quando você não faz parte do sonho de quem ama.
Pensar que o amor seja “duro de forte” mesmo não havendo reciprocidade e que é um sentimento [sem correspondência] que por si só se basta, é “ficar esperando alguém que caiba no seu sonho” e é um desamor a si mesmo.
É claro que é importante não perder a esperança de que o amor aconteça, mas até o limite do razoável. “Endurecer sem perder a ternura”, lutar sem banalizar o sonho.
Amando acreditamos que somos invencíveis. Super-homens, deusas... E humanos - não esqueçamos -, com nossas expectativas de felicidade, desejos de venturas, realizando atos heróicos, assumindo nossas falhas e fraquezas; lutando com coragem, altruísmo e nobreza pelos nossos ideais e objetivos; discriminando a nossa vaidade, arrogância e prepotência; errando, corrigindo, caindo, levantando...
Somos fortes e nem sempre de belos sentimentos, mas somos guerreiros e estamos brigando continuamente pela esperança de que o nosso lado positivo vença qualquer atitude mesquinha que possamos ter.
Recusamos perder a gentileza e o carinho.
Os poetas são amantes do amor. Criam belas estrofes quando sofrem por um grande amor. Escrevem poemas apaixonantes e vivem num mundo particular cheio de aventuras quando se encantam pelo amor perfeito que só existe na imaginação inspirada.
O amor acontece e está longe da perfeição, mas é o amor que cuida do essencial, como disse Adélia Prado e “o essencial é invisível aos olhos”, está lá dentro do coração. Onde deve ficar... No meu, no seu. No coração dos homens para que seja compartilhado.
Amo os poetas e amo o amor... De preferência se ele me amar também.
Bom dia...muitas alegrias

Sexta-feira, 15 de junho, 2007

ESSA TAL DE PAIXÃO
É mistério, sonho, fantasia, morte, vida...
Queima feito vidro em brasa,
Derrete a alma qual vela incandescente em lágrimas se dissolve.
Sufocada, inflama o desejo.
Ordinária, perde a graça.
É orvalho saciando a sede da madrugada,
É agasalho no frio da noite,
É um ata, desata, morde e assopra.
É paixão...
Brincadeira de gente grande.
Vai embora, mata de saudade e de aflição.
Pede perdão, mata de prazer.
É um desassossego essa tal de paixão...
Metade ilusão, metade desilusão
Realidade, ficção...
Retrato da esperança na vida!
Bom dia...muita alegrias

Quarta-feira, 13 de junho, 2007

FLECHADA PELO CUPIDO
A flecha do cupido da blogosfera apontou a sua seta para o meu coração pelas mãos das queridíssimas Luma e Mônica Montone.
O que eu vou fazer, além de agradecer às gentis amigas, é disparar essa charmosa flecha na direção de dez blogs que falam de amor para que eles também possam flechar os seus queridinhos...
Brincando com Palavras Márcia(Clarinha), Palavras (Patty), Blue Moon (Tina), Coisas de Bruna (Bruna), Doce Magia (Mary), Heart's Place (Drika4ever), Bem Família (Lila), doctorx (Doutor X), Paisagens da Janela (Leila), Retrato em Branco e Preto (Sérgio).
Detalhe: Retrato em Branco e Preto é um blog que conheci, hoje, através do blog da Mônica Montone que também merece a flecha do Cupido da Blogosfera, assim com a Luma que ama tudo que faz, em especial os animais.
O homem é a palavra. O mais é circunstância. A história é a palavra. O resto é consequência. Por isso a história do homem é a história de sua palavra. É a crônica de sua linguagem. É o cotidiano do possível dizer. (Sebastião Nery)

Terça-feira, 12 de junho, 2007

DIA DOS NAMORADOS
Ele disse assim:
"Quando eu digo o quanto significa ver o teu sorriso, sentir o teu carinho, é porque você é tudo para mim!
Quando digo que você me diverte, que me encanto com tudo que temos feito, é porque eu não poderia estar mais feliz!
Quando digo que no fundo do meu coração sinto um orgulho especial, é porque você faz meus sonhos se tornarem realidade!
É por tudo isso que eu amo você"!!
Ela: te amo...
"Exageradamente; Loucamente; e não me arrependo; fácil, fácil; desde o primeiro momento; um dia sim outro também; 25 horas por dia; com todo amor; fielmente; sem medo; cada vez mais; sem igual; de segunda a sexta; aos sábados; aos domingos; aos feriados;tanto que nem sei o quanto; do jeito que você é; mais do que você pode imaginar; mais do que da última vez que te disse; apaixonadamente; até debaixo d'água; cegamente; simplesmente; seriamente; euforicamente; feliz da vida; socialmente; sorridentemente; de coração; pra sempre; muito; mais que ontem; menos que amanhã; 100%; totalmente; sem medidas; my love; até em sonho; felizmente; pra chuchu; i love you"!
Trocaram juras de amor eterno!!!!!
Aos amados...amantes...apaixonados...namorados...enamorados...
Feliz Dia dos Namorados!
Bom dia...muitas alegrias

Sexta-feira, 08 de junho, 2007


Troca troca do carro
- Ai meu Deus, roubei um casaco, ontem, e nem me dei conta! Masssssssss eu não bebi quase nada!!!! Como foi isso? Eu não lembrooooooooo!!!!!!!
Tudo se passou em segundos pela cabeça dela.
Sentada no banco do passageiro, a caminho do restaurante para o almoço do domingo, exatamente no dia seguinte ao da festa na qual imaginava ter ingerido as tais muitas doses de whisk, não ousou falar alto para não assustar o marido que não fazia idéia da zona que virou a cabeça dela desde que aquele casaco se materializou dentro do carro.
Entre o seu festivo ontem e o já se insinuando confuso hoje, que diabo tinha acontecido?
Pobre Margot!
Estava fazendo um malabarismo mental para entender como aquela roupa tinha ido parar ali e de quem, pelamordedeus, era a tal peça! Não tinha a menor idéia.
Na verdade ela quase não tinha bebido mesmo e nem roubado casaco nenhum, claro.
Tudo aconteceu porque dois carros iguais foram à festa de aniversário de um amigo comum...rsss!
Explico:
Margot e o marido chegaram, entregaram o carro ao manobrista e foram curtir a festa. Instantes depois, a Mariana e o marido que tinham também um carro igual, inclusive na cor, entregaram as suas chaves e entraram.
Dos quatro, os últimos que chegaram foram os primeiros a sair. Mariana e Luis chamaram o manobrista, receberam o carro e foram embora.
Aqui abro um parêntese para contar o que o Luis falou logo depois de desarmada a confusão. Sim, porque houve uma confusãozinha nessa história.
Ele disse que teve a impressão, ao sentar no banco do carona, de escorregar a cada curva que a Mariana fazia, mas como tinha tomado umas cervejinhas pensou que era normal: “Vai vê estou mesmo sem equilíbrio” - imaginou.
Não era nada disso, iria descobrir depois.
Quando eles chegaram a casa e o controle remoto não abriu a porta da garagem perceberam que tinha alguma coisa errada.
A Mariana falou logo – droga, por que esse portão não abre? Já emperrou de novo, aposto. Vamos chamar o porteiro.
De repente se tocou! Olhou bem pra dentro do carro e... caiu a ficha! Aquele carro com os bancos de couro não era o seu!
Mariana, então, agitadíssima, voltou correndo na mesma “pisada”, desceu ofegante, devolveu as chaves ao um manobrista aparvalhado e pediu: - por favor, agora traga o meu porque esse é só um parecido.
Fiquei sabendo dessa história no dia seguinte, domingo.
Enquanto a Margot se contorcia em cólicas para descobrir de quem era o famigerado casaco, a Mariana me telefonava para saber como recuperá-lo... Tinha trocado o carro, mas o casaco ficara lá dentro.
Coitada da Margot, nem em sonho ia imaginar uma coisa assim.
Uma das amigas que ouvia atentamente não se conteve e ligou para o dono do [outro] carro - aquele que estava indo almoçar com uma Margot alucinada por causa da tal roupa - só pra perturbar. Ele não sabia do casaco, mas não se afobou, imaginou uma brincadeira dos amigos.
Riu de gargalhar ao saber de todo o rolo.
Eu, cá com os meus botões, fiquei matutando:
Se a mulher dele não tivesse ido à festa, quando visse aquele casaco, ia acreditar numa história maluca dessa?
Bom dia...muitas alegrias

Terça-feira, 05 de junho, 2007

“Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, a humanidade vai entender que dinheiro não se come”.
Eu gostaria de poder dizer que nós, adultos, estamos fazendo tudo para proteger o planeta de uma grande destruição. Não estamos.
No quesito “salvemos o mundo da devastação” ainda somos irresponsáveis.
Somos humanos, imperfeitos, individualistas e nem tão sábios nas questões de sobrevivência, mas temos que repensar as nossas ações, fazer a nossa parte para transmitir aos nossos filhos, além de conhecimento, técnicas, costumes e tradições, um legado de sabedoria para uma opção de vida de qualidade.
Em nome do conforto e da modernidade, estamos nos afastamos de um ambiente saudável onde menos pessoas compartilham de bens que deveriam ser comuns a todos os seres deste planeta.
Estamos poluindo a água, o ar, dizimando as florestas e os animais com a despreocupação de quem não tem compromisso com o futuro.
Precisamos usar de muita prudência e moderação para cuidar do lugar onde vivemos, pois só assim evitaremos as conseqüências de uma má administração, digamos assim, que modificará permanentemente a nossa realidade visível, contaminando o nosso espaço – em alguns aspectos invisíveis aos nossos olhos, mas nem por isso menos prejudiciais - com disputas conflitantes que não beneficiam a humanidade.
Apesar dessa realidade, nem tudo, felizmente, está perdido.
Começamos a pensar em algumas opções para um novo estilo de vida.
Timidamente ainda, mas já é um começo.
As produções ecológicas estão sendo lançadas no mercado para consumo imediato:
VESTUÁRIO - Indústrias que já transformam PETs em fibra de poliéster.
O índigo que é feito com fibras de algodão recicladas e retalhos de algodão da confecção, e todo o processo de lavagem é feito em uma estação de tratamento própria, onde mais de 90% da água é reaproveitada.
CALÇADOS - solado de borracha de pneu e tamancos feitos com madeira certificada.
PRODUTOS DE BELEZA – Em determinadas empresas, boa parte das embalagens, dos frascos aos cartuchos de papel, é feita com material reciclado, e os produtos são biodegradáveis.
PILHAS- livres dos metais, como mercúrio e cádmio, podendo ser descartada em lixo doméstico sem prejuízo para o ambiente.
ALIMENTOS ORGÂNICOS E OS PRODUTOS VERDES de marcas consagradas, que vão de lápis de cera e post-it (versão ecológica do prático bloquinho de lembretes ) a filtro de café.
Esses são exemplos de alguns dos produtos que o consumidor consciente, na hora da compra, leva em conta não apenas o critério de qualidade do produto, mas se o processo de produção respeita o ambiente e se a empresa contribui com o social.
“O Brasil ainda está dez anos atrás da Europa e dos Estados Unidos”.
Chegaremos lá, com certeza.
Este é um post inspirado na proposta do Lino Resende.
“No dia 05 de junho teremos o Dia da Ecologia. Acredito que em todos os locais do Brasil estarão sendo desenvolvidas ações que, em primeiro lugar, mostrem o que está sendo feito com o planeta que nos abriga e, em segundo, apontem caminhos para que mudemos e, com isso, restauremos o equilíbrio do mundo, sem dúvida ameaçado a longo prazo”.
Todos os participantes estão listados no blog do Lino.
Para encerrar a minha participação gostaria de indicar o vídeo abaixo (legendado) do discurso (atualíssimo) emocionante de Sevem Suzuki que representou na ECO- 92 a Organização das Crianças em Defesa do Meio Ambiente.
Bom dia...muitas alegrias

Sexta-feira, 01 de junho, 2007

CIDADE DO INTERIOR
Morar no interior é morar em uma cidade, muitas vezes, bem pequena.
Não nasci em uma, mas morei parte da minha infância numa dessas cidadezinhas.
Ainda está lá no meio do Estado... no meio do nada!
Não lembro direito se gostava de lá.
Meus pais moravam num sobrado antigo com um quintal enorme cheio de árvores - plantadas pela minha mãe - onde a gente se escondia para comer fruta verde roubada dos pés de manga, de figo, da goiabeira...
Para a criançada fruta boa era a fruta “de vez” surrupiada bem debaixo do nariz da mãe que ficava danada porque faltava para o doce que ela gostava de fazer.
Não tenho certeza se quando fui embora eu senti muita falta.
É esquisito, mas, por exemplo, não consigo lembrar muito bem dos nomes das minhas colegas de colégio.
Algumas freiras, minhas professoras, sim, delas eu lembro. A rua onde morávamos, a famosa praça do cinema e a escola também, eu não esqueci, mas é só.
Faz tanto tempo, talvez seja isso. A memória já anda falhando.
Voltei lá uns anos depois. Fiquei assustada com o que vi
Não tinha noção de como uma cidade podia regredir. Na minha imaginação o futuro se encarregava de desenvolver qualquer uma.
Aquela não. Parou, mas não estancou só, volveu um ou dois “passos”.
O tempo é implacável...
As ruas ficaram muito velhas... Acabadas!
As fachadas das casas estavam totalmente descoradas... desbotadas!
Percebi tudo aquilo com muita tristeza e pensei: virou passado em ritmo acelerado ou já era decadente e eu é que não enxergava?
Ao longo do caminho, subindo até a matriz, relembrei um pouco nostálgica, cada uma daquelas residências, seus jardins e a agitação que vislumbrava lá dentro quando cedinho passava por elas a caminho da escola ou atravessando a cidade para ir à missa aos domingos.
Aos meus olhos já acostumados à cidade moderna nem parecia que, um dia, alguém tinha morado por ali.
Naquele instante, acho que não foi só tristeza que eu senti, mas um “estranho” alívio por ter saído daquele lugar.
Agora, olhando para trás, vejo as coisas um pouco diferentes.
Será que o que eu percebi, naquela volta às antigas calçadas, não foi uma paisagem deturpada pela influência da cidade grande e seu burburinho de metrópole?
Com olhos ainda infantis eu enxerguei uma urbanização cinza, quase mórbida. Hoje já não sei bem o que dizer de todas aquelas sensações.
O tempo passou, o mundo mudou, eu mudei...
Preciso de óculos para enxergar as cores com nitidez, o que, imagino, não será um problema para as fachadas das casas... Posso evitá-los...rsssss!
Eu sei que reagi de forma singular àquele encontro e sei também que hoje, apesar da nostalgia, não gostaria de voltar a viver longe da modernidade do lugar onde moro atualmente, mas não posso esquecer que os lugares pelos quais passamos ou nos estabelecemos mesmo que temporariamente são importantes na nossa vida porque fazem parte da nossa história, do nosso passado... E ainda podem se transformar em ótimo cenário para se contar uma aventura.

Bom dia...muitas alegrias

O mundo ao seu redor é um reflexo... aqui é o meu espelho, reflexo da minha alma.
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BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, Mulher, Portuguese, Livros, Moda, Cinema, Internet.





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