Quinta-feira, 30 de junho, 2005

Os "causos" da vida
Encarei, em uma fase da minha vida, muitos acampamentos por esse Brasil. Não que eu gostasse, mas aconteceu, e, por motivos que, depois, a gente nem sabe explicar porquê. Hoje seria uma das últimas coisas que eu faria.
Como tudo tem o seu lado positivo e o negativo, desses acampamentos ficaram algumas lembranças boas, outras, nem tanto, mas as amizades, todas elas, foram lindas e deixaram gratas recordações. Infelizmente, não sei por onde andam. Perdi o contato. Até a mais querida amiga, a companheira de todas as viagens, não sei por onde anda.
A família da minha amiga Carmem sempre fazia parte dos grupos que se reuniam, nas férias, para as viagens de recreio. O marido, ela e um filho de quatro ou cinco anos de idade, não lembro bem. Viajávamos de trailler. Tínhamos aposentado as barracas..., ainda bem..., é muito desconfortável acampar com aquelas "casas" . Essssssfriiiiiia demais ou faz um caloooooor absurdo!
Aposentar as barracas só foi possível porque, em um dos acampamentos, montamos a nossa em um terreno inclinado para facilitar já que estávamos de passagem e evitariamos retirar muita coisa do carro, inclusive, os travesseiros (coisas do ex-marido). Imagina como é dormir com a cabeça para o alto (sem travesseiro) e os pés para baixo, apontando para a abertura da barraca! Não podia ter sido pior! Muitíssimo desconfortável! Coisa de louco! Passamos a noite inteira acordados, escorregando, no sentido da abertura, forçando o "fecho ecláir" da entrada. Afe! Depois disso me recusei a viajar para dormir naquela "coisa". Arghhh!
Histórias mais ou menos assim ou até mais desagradáveis ou mesmo engraçadas são comuns acontecerem com quem viaja fazendo uso de barracas ou traillers.
A Carmem tem várias. Algumas bem interessantes.
Um dos casos engraçados (quase trágico) foi o banho de m**** que o marido dela tomou na manhã de um lindo dia de verão em uma praia do nordeste. Ele, vamos chamá-lo de Antonio (o nome da minha amiga também é fictício), recolheu, do trailler, o saco com os dejetos que se acumularam durante a noite - aqui vale dizer que o acampamento era selvagem, portanto não tinha banheiro, só a floresta de um lado e o mar do outro - e o carregou mato a dentro para se desfazer dele, bem longe dali. Não contente com a distância, resolveu rodar aquele saco, pesado, acima da sua cabeça como se fosse uma corda para laçar boi a fim de dar mais impulso e conseguir jogar bem distante. Pois bem..., aconteceu..., ah, meu Deus..., o pobre do meu amigo veio de lá que nem enxergava..., a boca, então, nem pensar em abrir... caiu tudo em cima da sua cabeça. Eu não vi essa tragicomédia...ela me contou! Ainda teve sorte, o Antonio, porque tinha aquele maravilhoso mar bem ali à sua frente para tomar um banho..., de água salgada, bem verdade, mas, água.
Mais do meu amigo? Ah, saudade dele. Tão querido!
Parece que tudo acontecia com ele. Gostava de fazer trilha e, quando menos se esperava, ele caia em um buraco visto por todos, menos por ele que era muito dispersivo...errava a estrada com a maior facilidade..., dizia sempre - Eu sei, podem ficar tranquilos, eu sei exatamente como chegar lá. Não sabia. Atrasava todo mundo por causa das suas atrapalhadas, mas ninguém tinha raiva dele..., era uma pessoa maravilhosa. Sempre gentil, prestativo, amigo, não tinha tempo ruim para ele.
Em uma das últimas viagens que fizemos, ele levou a sogra junto. Coitado, se arrependeu amargamene. Não, ela não era chata, pelo contrário, era muito divertida, mas não dormia, a pobre mulher. Os dois queriam privacidade...e nada! Quando menos esperavam, a sogra se mexia na cama ao lado. Tinha uma porta que separava um quarto do outro, claro, mas tudo que se faz em uma "cabana" desse tipo é "sentido" por quem está perto, afinal o trailler fica sobre sapatas que não são assim nenhuma "brastemp" de apoio . Eles disseram que foram os vinte dias mais longos de suas vidas de acampamentos. Pudera! Chamar a sogra para acampar, só mesmo o meu amigo Antonio.
Saudades, queridos! Se vocês estiverem por aí mandem notícias! Quero saber de vocês! Eu estou aqui!
Bom dia...muitas alegrias

Quarta-feira, 29 de junho, 2005

O Brasil é verde e amarelo!
Nego-me a acreditar que o meu Brasil é da cor do azeviche!
Hoje está de luto!
Hoje!
O meu Brasil é verde e amarelo!
Eu sou verde e amarelo!
Nós, filhos desta terra, somos verde, amarelo, azul e branco!anco
Recuso-me a acreditar que uns poucos vão fazer desta terra, do meu país, a sua pátria sem lei!
A pátria desgarrada!
A minha, a sua, a nossa é a pátria amada cheia de encantos mil!
O Brasil, gigante pela própria natureza!
O Brasil, belo, forte, impávido colosso!
O Brasil cujo futuro espelha a sua grandeza!
O meu Brasil hoje está de luto!
HOJE!


Terça-feira, 28 de junho, 2005
Francamente!
Lí, ontem, no Frankamente que a Lúcia, parece, adora vinho, e disse ter arranjado uma bela desculpa para tomar dois "copões" do vinho Periquita que havia comprado há tempos mas ainda não tinha surgido a oportunidade de degustá-lo.
Quando passeava pelos Blogs, encontrou no da Sheila uma referência ao do Jorge e foi visitá-lo. Leu, então, o post sobre São João descobrindo que era tradição se tomar vinho no dia dedicado ao santo. Toda a família tomava, era a prática, inclusive as crianças. Essas, de forma diferente porque para elas era servido uma espécie de sangria, vinho com açúcar.
Ela conta ainda, que após o jantar e depois de dois copos bem servidos do vinho, voltou ao blog do Jorge e levou o maior susto. O post sobre o santo tinha sumido. A princípio achou que tinha bebido demais, mas se viu fazendo uma retrospectiva e observando que tinha lido o post antes de ter se servido do vinho. Então o que aconteceu? Não contou conversa, mandou um e-mail ao blogueiro. E sabe qual foi a resposta? Ah, ah... Qual? Qual? Foi a se-guin-te: o dia era do santo São João sim, mas, João Batista, o que batizava e não o João Evangelista, o do vinho, pelo que entendi.
Formada a confusão o Jorge apagou tudo. Coincidiu que, justo antes dele postar sobre o santo "certo" do dia, ela voltou lá e encontrou a tela "azul" (maneira de falar, claro). Será que estava azul da cor do mar? Mar onde São João Batista batizava? Ops..., ele batizava no rio..., o Jordão!
Foi por isso, agora eu sei, que nesse dia, tentei tomar uma taça de prosecco não caiu bem, experimentei um vinho tinto seco também não gostei. Desisti! Só tomei água durante o jantar. Pra Lúcia deu certo apreciar um bom vinho. Pra mim, não.
Era o São João Batista vigiando? No dia dedicado a ele só me foi permitido ingerir água ou, no máximo, um mergulho no rio..., parece. Não tentei.
Sei também que ele, segundo o "santo" Google, era o mestre e São João Evangelista (filho de pescador - olha a água aí também), seu discípulo. Só não sei por que um santo como o João Batista, tão chegado a água, é festejado com fogueira. Alguém aí sabe?
Agora, com a licença dos santos, pelo menos dos dois aqui citados, vou tomar uma taça de vinho..., que acho, posso agora..., sem derramar, por favor!
* Lúcia, este post é só uma brincadeira que fiz com um dos seus escritos por considerá-la uma das boas cronistas que temos na rede. Parabéns por nos brindar com suas crônicas.
Bom dia...muitas alegrias

Segunda-feira, 27 de junho,2005

Pequenas férias
Depois de todo o movimento da estrada que liga Brasília a Goiânia, chegamos ao hotel no final da tarde de quinta-feira.
Sempre me admiro ao chegar ao Castro's Park Hotel pelo charme da sua recepção, a gentileza dos seus funcionários, pela sua estrutura física muito prática que proporciona atendimento rápido ao desejo do hóspede. Um ambiente muito acolhedor.
Logo à entrada, surpreende o pé direito altíssimo, com uma parte do teto em vidro e ferro por onde se vê água corrente deslizando como um riacho bem acima da nossa cabeça. À direita fica a recepção e à esquerda vê-se um salão com poltronas de vime e um espaço, um quiosque na verdade, onde o hóspede pode sentar e bebericar o seu drinque antes de se dirigir ao restaurante Ipê que fica um pouco à esquerda ou ao restaurante Bouganinvillea, situado mais á frente. Essa é a visão que se tem imediatamente ao entrar no hotel. Com suas salas de reunião, salão de jogos, sala de ginástica, piscina e seus confortáveis apartamentos, é o único hotel cinco estrelas, segundo consta, de Goiânia.
No Castro's é comum encontrarmos exposição de artistas da região e dessa vez não foi diferente. Vimos trabalhos belíssimos do artista plástico Helder França cuja obra apresenta uma técnica mista ao montar, em óleo sobre tela, esculturas estilizadas, feitas de pedra sabão. É um trabalho ímpar.
Sexta-feira, à beira da piscina, recebemos a também artista plastica Patrícia Bittar com quem entrei em contato, cedo, logo após ler na revista Elle, edição especial, sobre o seu trabalho. Ela faz coisas lindas. Mineira, morando em Goiânia, atualmente, se inspira em artistas, como Siron Franco, para criar jóias artesanais. São peças feitas a mão, de ouro e osso, ouro e couro, pedras brasileiras e prata. Jóias exclusivas. Maravilhosas. Tudo sob encomenda.
Não precisa sair do hotel para se comer bem. Fomos almoçar, sexta-feira, na churrascaria Montana Grill, já nossa conhecida, mas foi a pedida mais errada dos últimos tempos. Não é mais a mesma. Apanhamos um táxi. Cometemos outro erro. Como falava aquele motorista. Era gago. Tinha lá suas dificuldades, mas não se abalava. Tinha o maior prazer em conversar com o passageiro. Quer dizer, ELE FALAVA...RESPIRAVA...TOMAVA FÔLEGO E CONTINUAVA! Foi assim até o nosso destino. Afe! Quem merece uma coisa dessa? Enfim, chegamos. Ufa! Graças a Deus!
Saltamos do carro e...à porta da churrascaria levei o maior abraço. Um garotinho veio correndo e se agarrou comigo com as mãozinhas lambuzadas de doce e gordura também, eu acho. A mãe não conseguiu alcançá-lo antes dele me encontrar. Ai minha "roupita". Ela, coitada, não sabia onde enfiar a cara. E eu, sorriso amarelo: - Não tem problema! É fácil limpar, não se preocupe. Arghhh! No banheiro limpei como pude.
Pronto, agora podemos almoçar em paz, eu pensei!
Pedimos um vinho. Veio e, junto, uma travessa de farofa que o garçom derramou em cima de mim. Mentira, “tô” brincando, mas quase aconteceu. Eu ia sair gritando se tivesse acontecido.
Amanhã, sábado, será outro dia. E, como estávamos lá para descansar, a noite, pedimos um vinho e jantamos no apartamento.
Chegado o sábado, fomos para um banho de piscina com direito a um sol maravilhoso e chopp gelado até o momento de saborear uma deliciosa feijoada (famosa na cidade) ao som de música ao vivo. Violão, cavaquinho, clarineta e a voz romântica do cantor cujo nome, infelizmente, esqueci.
Encerramos o sábado participando do jantar dançante promovido para lançar o festival de salmão. Imperdível. DJ dos mais competentes lotou a pista de dança até alta madrugada e nós, claro, não podíamos ficar de fora. Dançar é uma alegria.
Domingo, dia da volta, nada de tristeza! Saudade, talvez! E gostinho de quero mais! Foram maravilhosas essas pequenas férias. Ouvimos um repertório de "causos" do taxista, ganhei um abraço de "tamanduá", apreciamos uma linda exposição de arte, conhecemos pessoas sensíveis como a Patrícia, o sol nos aqueceu para um super banho de piscina, ouvimos música, participamos do festival gastronômico, tomamos vinho delicioso, dançamos, dormimos sem horário para acordar e, ao acordar, vivíamos para amar... sem horário! Precisa de mais? Ah, sim, claro. Repetir a dose que ninguém é de ferro!
Bom dia...muitas alegrias

Sábado, 25 de junho, 2005
Está rolando a maior preguiça!!!!!!!
Vou deixar a foto falar...
Bom dia...hummmmmmmm!!!!!!

Quinta-feira, 23 de junho, 2005
Viagem rápida
Aqui onde nós moramos, bem no centro da cidade, no centro do país, tem tudo
que se precisa para viver bem.
Tem até um apartamento que vale por dois...dois IPTU (s), dois condomínios, duas escrituras...há, há! Explico. Juntamos dois apartamentos em um prédio de apart hotel. Simples assim, para ficar composto.
Vejamos o que mais tem.
Árvores frondosas, passarinhos que “ gorjeiam como lá”, táxi na porta, carro na garagem, cinema bem ali, shopping pertinho, calçadão para fazer caminhada, mensageiro que caminha, muitas vezes, para fazer uma comprinha básica enquanto posso ficar em casa, à toa (ih!), camareira para arrumar o apartamento enquanto fico na janela vendo a banda passar , banda que passa mesmo, restaurante logo no térreo com uma comidinha bem caseira, piscina, salão para cortar os cabelos, fazer a unha, massagem, etc.
Tudo ótimo, lindo, maravilhoso, mas...mas...
Vamos viajar!
Pensou o quê? Que não queríamos mais essa moradia? E queríamos mudar para um lugar onde se tem que fazer almoço, lavar roupa em casa, deixar de fazer compras no supermercado só para lanches e passar a comprar arroz, feijão legumes verduras?...Eu, hein! Arghh!
Ou pensou que estava faltando uma “mordomiazinha” como o café da manhã servido na cama? Bom, isso está faltando mesmo, mas nem tudo é perfeito. Vai ficar! Para onde vamos, não falta. Por isso vamos...há...há!
Brincadeira, queremos passar quatro dias fora porque meu bem querer precisa descansar . É por pouco tempo, mas, para quem não tem tirado férias nos últimos anos, ajuda.
Vamos tentar acordar tarde, quem sabe fazer um esforço e ficar à beira da piscina, tomar uma cerveja gelada durante o dia e a noite, durante o jantar, degustar um vinho! Não sei! Será que vale a pena?
Brincadeira tem hora!
Até a volta, amigos.
Bom dia...muitas alegrias

Quarta-feira, 22 de junho, 2005

Presente da amiga Morgana
Recebi outro presentinho e ao abri-lo, surpresa...um questionário para responder com a maior sinceridade. Vamos a ele.
Que personagem habita seu blog quando menos se espera?
Eu, eu mesma e...eu de novo!
Que post ficou na espera, o bonde passou e você não publicou?
Ainda não aconteceu.
Quando a imagem é (ou foi) mais forte que qualquer texto?
Sem palavras resta a imagem.
Muitos blogueiros são de carne-e-osso ou apenas virtuais?
Ainda restam muitos apenas virtuais.
Se um novo batizado fosse possível, que nome escolheria (existente ou inédito) para seu blog?
Posso pular essa? Não quero escolher outro nome!
Quando é que dá vontade de eliminar o sistema de comentários?
Nunca, até agora.
Que blog (ou blogueiro), presente ou ausente, muitas vezes te traz saudades?
Os blogueiros do BC quando não estão por perto...
Quem vai responder com toda a sinceridade (e boa vontade)?
Boa tarde...muitas alegrias

Quarta-feira, 22 de junho, 2005

Nas voltas que a net dá, surge...A Batata Quente!
Agradecendo primeiramente aos blogueiros "mui amigos"...ha! ha!... (brincadeirinha) Rafael, Elisa e Bruna, vou responder as peguntinhas básicas:
Quantos gigabytes usados com música:
O que são gigabytes?
Último CD que comprei:
Tá difícil...eu nunca compro, ganho demais.
Música tocando no momento:
Essa é fácil..."Coração Condenado", Fausto Nilo.
Cinco músicas que tenho escutado bastante:
Todos os sentidos - Martinho da Vila (vozes de Martinho da Vila e Leila Pinheiro)
Sem fantasia - Chico Buarque (vozes de Chico Buarque e Maria Betânia)
Nova ilusão - Claudionor Cruz/Pedro Caetano (voz, Zélia Duncan)
Você não me ensinou a te esquecer - Bruno Mattos/Odair José (voz, Caetano Veloso)
O Côncavo e o Convexo - Roberto Carlos
Cinco pessoas pra segurar a batata quente, ou dançar conforme a música:
Lila - Regina - Vera - Thiago - Bhya.
E não adianta reclamar...ha...ha!
Boa tarde...muitas alegrias

Terça-feira, 21 de junho, 2005
Dia de chegada
A semana foi de grande expectativa pela visita daqueles que eu chamo de pimpolhos. A filha e o genro. Não são meus, são do meu bem querer. Quase meus. Consideram-me como a segunda mãe e eu os amo como queridos filhos. São, para nós, únicos, agora.
Não nos encontrávamos havia um ano, por isso, estávamos impacientes.
O "desafio" era aguardar o vôo atrasado. Ampliava-se a espera por causa da ansiedade. Demorava.
Chegaram, enfim, trazendo emoção aos nossos corações. Ah, como são valiosos os abraços de chegada. O aconchego do encontro.
O momento é único.
Todos querem se libertar das tensões provocadas pela longa espera falando ao mesmo tempo, expressando na tagarelice o sentimento de felicidade.
Cada um está contente!
Todos entusiasmados!
Juntos, até a madrugada, ficamos em casa, nessa sexta-feira, saboreando o melhor do vinho espanhol, deliciosos queijos e alguns frios acompanhados de muito pão italiano. Para nós, um "banquete" de contentamento.
Optamos por um final de semana que nos envolvesse estimulando o convívio tranquilo, harmonioso, sem deixar de ser estimulante. Assim, formamos um quarteto disposto a aproveitar todos os minutos para matar a saudade.
Só uma vez fomos a um restaurante. Evitamos. Queríamos desfrutar momentos de privacidade.
Somos festeiros, mas, nesses dias, fugimos de aglomerações e relutamos em sair de casa. Nem por isso foram dias vazios. Acertamos em escolher a intimidade. Nos presenteamos com lindos instantes de entendimento fraterno.
Para não dizer que estivemos inteiramente a sós, recebemos a visista dos primos queridos, um casal maravilhoso que sempre nos prestigia com a sua alegria. Gostam dos pimpolhos e eles, deles.
Mas, tem dia de chegada e hora de partida.
E domingo, final de tarde, foi de despedida.
Aeroporto lotado e nós, alí, meio quietos, tristonhos, antecipando saudade, mas, contradição, abarrotados de satisfação pelos proveitosos, embora poucos, dias passados juntos, pelos momentos que estivemos tão unidos relembrando acontecimentos, planejando o futuro em novos encontros, sonhando, idealizando, construindo com o coração, ideais de vida.
Chorosos, embarcamos os pimpolhos rumo aos seus planos de um futuro cheio de esperança e grandes progressos.
Abençoados sejam por existirem e fazerem parte de nós.
Bom dia...muitas alegrias

Segunda-feira, 20 de junho, 2005
Saudade
Corri ao teu encontro
com o desespero da saudade
e ao gritar o teu nome
só o som do eco ouvi
clamante...distante!
À solidão do afastamento
que de ti não escolhi
nem de mim tu consentiste,
pergunto...
Ó ausência cruciante
por que tarda a chegada?
Da breve despedida
que de ti me separa
choro pela volta tardia.
Ó espera!
Tão curta!
E tão louca a saudade
transforma espaço de segundos
em tempo de horas perdidas!
* Um pouco de romantismo neste momento de tensão política.
Bom dia...muitas alegrias

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SENTENÇA JUSTA
Esta aconteceu em Minas Gerais (Carmo da Cachoeira)...
O Juiz Ronaldo Tovani, 31 anos, substituto da Comarca de Varginha, ex-promotor de justiça, concedeu liberdade provisória a Alceu da Costa
(vulgo "Rolinha"), preso em flagrante por ter furtado duas galinhas e ter perguntado ao delegado"desde quando furto é crime neste Brasil de bandidos?". O magistrado lavrou então sua sentença em versos, e afirmou, antes, que Lei no País é para pobre, preto e p..., enquanto
mantém impunes os "charmosos" autores das fraudes do antigo INAMPS.
Na íntegra, abaixo, a sábia decisão:
No dia cinco de outubro
Do ano ainda fluente
Em Carmo da Cachoeira
Terra de boa gente
Ocorreu um fato inédito
Que me deixou descontente
O jovem Alceu da Costa
Conhecido por Rolinha"
Aproveitando a madrugada
Resolveu sair da linha
Subtraindo de outrem
Duas saborosas galinhas.
Apanhando um saco plástico
Que ali mesmo encontrou
O agente muito esperto
Escondeu o que furtou
Deixando o local do crime
Da maneira como entrou.
O senhor Gabriel Osório
Homem de muito tato
Notando que havia sido
A vítima do grave ato
Procurou a autoridade
Para relatar-lhe o fato.
Ante a notícia do crime
A polícia diligente
Tomou as dores de Osório
E formou seu contingente
Um cabo e dois soldados
E quem sabe até um tenente.
Assim é que o aparato
Da Polícia Militar
Atendendo a ordem expressa
Do Delegado titular
Não pensou em outra coisa
Senão em capturar.
E depois de algum trabalho
O larápio foi encontrado
Estava no bar do Pedrinho"
Quando foi capturado
Não esboçou reação
Sendo conduzido então
À frente do Delegado.
Perguntado pelo furto
Que havia cometido
Respondeu Alceu da Costa
Bastante extrovertido
Desde quando furto é crime
Neste Brasil de bandidos?
Ante tão forte argumento
Calou-se o delegado
Mas por dever do seu cargo
O flagrante foi lavrado
Recolhendo à cadeia
Aquele pobre coitado.
E hoje passado um mês
De ocorrida a prisão
Chega-me às mãos o inquérito
Que me parte o coração
Solto ou deixo preso
Esse mísero ladrão?
Soltá-lo é decisão
Que a nossa lei refuta
Pois todos sabem que a lei
É prá pobre, preto e puta...
Porisso peço a Deus
Que norteie minha conduta.
É muito justa a lição
Do pai destas Alterosas.
Não deve ficar na prisão
Quem furtou duas penosas,
Se lá também não estão presos
Pessoas bem mais charmosas,
Como das fraudes do governo que até hoje rola.
Afinal não é tão grave
Aquilo que Alceu fez
Pois nunca foi do governo
Nem seqüestrou o Martinez
E muito menos do gás
Participou alguma vez.
Desta forma é que concedo
A esse homem da simplória
Com base no CPP
Liberdade provisória
Para que volte para casa
E passe a viver na glória.
Se virar homem honesto
E sair dessa sua trilha
Permaneça em Cachoeira
Ao lado de sua família
Devendo, se ao contrário,
Mudar-se para Brasília
Recebido por e-mail...
Bom dia...muitas alegrias
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Sábado, 18 de junho, 2005


Sexta-feira,17 de junho, 2005

A renúncia é coroada de amor. Aquela renúncia que só o amor constrói.
Aquela que instiga a capacidade de abrir mão, a capacidade de desistir em benefício do outro.
Renúncia sem a perda do amor próprio, da esperança, do respeito, da característica de individuo forte, justo e generoso.
Essa aumenta o poder do controle sobre a fraqueza. Essa enaltece o ser humano.
Uma contradição?
Nobreza de sentimentos?
Vínculo entre amor e poder?
Entre ganhos e perdas?
As convicções não mudam para quem se afasta a fim de assegurar que o melhor possa continuar, a fim de que o melhor possa sobreviver ou a fim de que o melhor não seja desprezado.
A troca da conquista individual pela coragem do sacrifício para mudar o todo é, na realidade, para aquele que se dá. Renúncia é doação.
A renúncia, essa, por amor, é tão espantosa quanto abstrata. A menos que seja colhida no coração de um pai devotado ou na alma de uma abnegada mãe, não creio, seja verdadeira.
Um pai assume riscos por amor ao filho.
Um pai se doa pela salvação do filho.
E uma mãe!
Para a glória do filho uma mãe luta contra “moinhos de vento”.
E renuncia pelo amor do filho e por amor ao filho.
Bom dia...muitas alegrias

Quinta-feira, 16 de junho, 2005

Sonho meu
Se recordar é viver, sonhar é, para mim, “viver” uma “história” em um momento de absoluto desprendimento. O espírito transformando o que de fato acontece.
Um encontro tímido não resiste da mesma forma nesse mundo de ilusão. Converte-se em uma conduta mais ousada.
Esse processo, livre de qualquer controle, é constantemente usado e pode até atuar como recompensa em confrontos do dia a dia.,
O amor não é mais aquilo que era? Que tal sonhar idealizando um amor incomum incondicional! É sonho, tudo pode!
Sonho do sono. Para cada um, uma interpretação!
Sonhar colorido, sonhar correndo, voando, caindo.
Sonho para alertar, para ajudar, para indicar realizações, sonho providencial.
“Pessoas, animais, objetos, tempo, espaço se apresentam em sonho compondo um enredo que poderá evocar o real, o imaginário, o que pode nunca ter acontecido, o que pode ter existido, o desejo ou a projeção temporal”.
Constantemente vivo dois sonhos que se repetem ora um, ora outro.
Em um estou caminhando por uma estrada florida até onde minha vista alcança, seguindo sempre em frente, a pé, sem conseguir chegar ao seu final.
No outro, me vejo correndo, mas sempre tropeço sem poder me levantar.
São misteriosos os sonhos?
Precisamos interpretá-los pois devem ter seus significados?
Se têm, exatos ou não, para mim, são um mistério.
E para você são enigmas ou não?
Bom dia ...muitas alegria

Quarta-feira, 15 de junho, 2005

Festa junina
A criança que existe em cada adulto vê um episódio que lhe aconteceu na infância em suas reais dimensões ou a criança leva para a vida adulta o fato ocorrido ampliado pela sua mente infantil?
São perguntas para as quais não sei as respostas. O que sei é que vejo, hoje, acontecimentos da minha infância como sendo muito melhores ou piores do que quando os vivi. A minha imaginação está valorizando ou agravando os fatos? Transformando coisas corriqueiras em extraordinárias? Não sei!
Festa junina, por exemplo! Para mim, significa “festa do interior”. E no dia 23 de junho, véspera de São João. Não gosto dessas comemorações de agora. Gosto de sentir saudade dos acontecimentos. Se durante todo o mês tem festa junina, enjoa. E pior, continua no mês de julho. As chamadas festas julinas. Ah, prefiro as que minha mãe e as “filhas de Maria” promoviam no nosso colégio, no interior do Ceará. Essas “filhas de Maria” eram (não sei se continuam) um grupo de senhoras da sociedade “Baturiteense” ( cidade de Baturité – CE, onde morávamos) que se reuniam para discutir ajudas às pessoas necessitadas, para discutir qualquer novidade que surgisse na cidade, se reuniam para uma tarde agradável conversando e tomando um cafezinho com bolos e doces...essas coisas. Propor festas também fazia parte.
E São João era uma delas. Eita festa “mais ou menos”!
Lembro dos panelões, no fogão, cozinhando milho verde para fazer pamonha, canjica (kural), munguzá ( milho branco cozido em calda açucarada – canjica - para muitos). Tinha bolo pé de moleque (feito com calda de rapadura e decorado com castanha de caju) assando no forno, perfumando a casa com um aroma delicioso, quebra queixo (cocada mole feita com rapadura), bolo de milho, enfim, muitas comidas típicas da época.
Claro que não podia faltar também uma grande fogueira, porque brincar o São João (festa junina, lá no meu Ceará) sem acender uma fogueira era e é, até hoje,eu acho, uma heresia. Senão, como ficam todas as brincadeiras em volta da fogueira?
Os fogos de artifício, um acontecimento! Às crianças só era permitido brincar com traques. Não machucavam.
Eu, em uma dessas festas no colégio, encantada com uma novidade que eram os fogos iluminando feito uma cascata, imediatamente após o jorro de luz , queria-o para mim, e, inocentemente, pensando que podia ser reaproveitado e ver novamente toda a beleza do vulcão – era assim chamado – fui buscá-lo. Até hoje sinto a amargura da decepção e a dor na palma da mão que fez brotar lágrimas dos meus olhos ao tentar apanhá-lo. Chorei escondida a dor da queimadura, a vergonha da minha ignorância e a perda daquele meu pedacinho de sonho iluminado.
Para uma criança, fato como esse, transforma uma festa cheia de brilho em uma grande frustração! Ainda vejo um pouco de desilusão nos olhos daquela criança que eu era há muitos “São Joãos” atrás.
Bom dia...muitas alegrias

Terça-feira,14 de junho, 2005
Chá de bebê
Festa bonita foi o chá de bebê do meu sobrinho neto, o primeiro.
Eu não estava presente porque ele, na barriguinha da sua mamãe, se encontra a uns 3.000 km de distância, mas acompanhei tudo de perto. Dos preparativos à festa.
A minha irmã, a avó mais avó que eu conheço, me contava, todos os dias, os detalhes e eu, como tia avó, "metia o bedelho" onde era chamada e onde não era também...
À medida que ela me contava sobre os preparativos eu ia montando, na minha imaginação, a decoração do ambiente, do buffet e do espaço para acomodar os presentes do bebê.
É, porque o chá de bebê é assim: os amigos e parentes se reúnem em um ambiente de alegre descontração e festejam a chegada, em breve, do "pimpolho", trazendo mimos que, geralmente, são "ouro", "incenso" e "mirra", ah! ah! Brincadeira...brincadeira!
É que essa reunião me fez lembrar aquela outra quando Jesus nasceu e os três Reis
Magos foram levar suas oferendas. Opa...também não é assim...porque no chá de bebê, ele, o "queridinho da tia avó", que ainda não nasceu ganha, normalmente, coisas que ainda faltam para completar o enxoval.
A visita que se faz após o bebê nascer é que parece com aquela outra, a dos Reis.
Mas, porque eu falei sobre nascimento? Ah! Que coisa! Não posso mesmo comigo! O assunto é chá de bebê. Do nosso bebê, ora!
Posso tratá-lo assim, Vi? Nosso? Vi, é a mamãe (Virginia) desse pequenino ser que já está criando uma grande movimentação à sua volta, para a felicidade dos avós, dos tios e dos amigos dos seus "papais".
Ele que é fruto do amor entre os jovens pais apaixonados, filho da fusão dessas almas amantes, é o próprio amor expresso em um ser ainda de todo espiritual, um ser único, cujos laços que o une aos pais é a primeira ligação com o mundo.
Pois bem, sábado passado, foi a sua primeira "balada".
A mamãe Vi, linda, toda orgulhosa ao lado do marido, meu sobrinho, "lindão da titia", recebia os convidados em um ambiente especialmente decorado com muitos balões coloridos, flores espalhadas em todos os cantos da casa e uma linda mesa com um variado serviço de buffet. Os avós "corujas" (quem não é) sorriam de felicidade.
E eu, tia "babona", participando, "on line", da festa, sorrindo para os convidados, agradecendo os presentes (imagina a "metidez"), saboreando os momentos de alegria pela ventura de festejar a emoção, o amor e o mistério da vida, fiquei até o final muito vaidosa de fazer parte de ocasião tão significativa na vida da minha família, esse bem precioso de cada um de nós.
Bom dia...muitas alegrias

Segunda-feira, 13 de junho, 2005
E "naquele" país tropical um dia depois do dia mais romântico do ano:


Mário Rosal era figura popular em Fortaleza. Queria ser deputado. Três vezes se candidatou. Mas as urnas não lhe foram amenas. E não faltou esforço. Uma tarde chamou o jornalista Lincoln Vasconcelos para fazerem comício no Morro de Ouro. Subiu ao palanque:
- Povo do Morro do Ouro. Vocês têm luz?
- Não.
- Têm água?
- Não.
- Têm hospital?
- Não.
- Então se mudem logo, que isso não é lugar de se morar.
E foi embora.
* Do livro Folclore Político, de Sebastião Nery.
Bom dia...muitas alegrias

Domingo, 12 de junho, 2005

Amor paixão
Insensato coração
Esse que ama sem medida?
Embala momentos apaixonantes?
Esse amor paixão
Que é de mim para ti
Existe por ti,
Pelo coração enamorado
Que de ti para mim
Bate apaixonado.
Qual insensatez!
Compasso de uma sinfonia envolvente
Tocada a dois...
Contraste de emoções:
Acalenta sonhos,
Ouve a razão
Estimula conquistas
Colhe derrotas (benfazejas!)
Domina
Norteia...enfeitiça...
Liberta...aprisiona...
Respeita...submete...compreende...
Ah! Insensatez?
Que seja...
Pois é mágico...transforma!
Amor pelo amor...por amor...por amar...para amar!
Amor por ti...por mim!
Para ti...para mim!
Ao meu bem querer, com amor.
Aos amados...amantes...apaixonados...namorados...enamorados...
FELIZ DIA DOS NAMORADOS!!!
Bom dia...muitas alegrias

Sexta-feira, 10 de junho, 2005

Asa partida
Ó lindo anjo
O que sentes?
Por que choras?
Machucaram-te?
O que fizeram a ti
Para tantas lágrimas derramares
e de tanta angústia padeceres?
Tens a asa ferida
Ou maltrataram teu espírito, jovem anjo?
Volta para o céu doce anjo
Não queira a terra
Que só te trará dor e sofrimento.
O alto é o teu refúgio e a tua glória.
Enxuga esse pranto triste
E reacende a luz do teu espírito inquebrantável.
Voa lindo anjo!
Não troque o céu com seu esplendor
Pela terra deserdada.
Não queir