Sábado, 30 de abril, 2005


 

Tocando em frente (Almir Sater e Renato Teixeira)

 

Ando devagar porque já tive pressa
e levo esse sorriso, porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs,
o sabor das massas e das maçãs,
é preciso amor pra poder pulsar,
é preciso paz pra poder sorrir,
é preciso a chuva para florir.
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
compreender a marcha, e ir tocando em frente
como um velho boiadeiro levando a boiada,
eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou,
de estrada eu sou
Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história,
e cada ser em si, carrega o dom de ser capaz,
e ser feliz
Ando devagar porque já tive pressa
e levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
e cada ser em si carrega o dom de ser capaz,
e ser feliz.

 

Bom dia...muitas alegrias


Escrito por Mércia Lustosa as 00h52
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Educação?


Ontem, dia 28, foi comemorado o dia da educação e hoje, com tristeza, publico a foto dessa placa que diz muito sobre a educação no nosso país.

Para o IBGE, mais brasileiros estão sabendo ler e escrever.

"O último censo, em 2000, trouxe informações sobre analfabetismo, anos de estudo, frequência escolar e redes de ensino, com distribuição de acordo com idade, estados, regiões do Brasil e sexo, entre outros dados.

Se estudar é investir em si mesmo, o quê fazer quando ainda se encontra pelo Brasil afora, placas escritas dessa forma? Onde está o  investimento? O investimento do Brasil em educação? Confira os dados aqui.

Vamos acreditar que, um dia, possamos continuar a gastar os atuais 5,5% do PIB (os Estados Unidos destinam 5,3% de seu PIB com educação e a Inglaterra, 5,5%) em programas de educação sem enfrentar uma distribuição desigual dos recursos nos diferentes níveis de ensino.

Aplausos para o Brasil  pelo incentivo à educação porque destina  5,5% do seu  Produto Interno Bruto para a área? Ainda não! Quando todos que estão na escola forem à escola! Quando a educação se tornar prioridade em nosso país! Quando governo e sociedade, juntos, despertarem para a importância da educação no futuro da nossa nação, aí sim, aplaudiremos de pé. Aplaudiremos na certeza de que estaremos no compasso do mundo, "cúmplices" na formação de uma sociedade consciente de seus direitos e deveres.  

Bom dia...muitas alegrias 


Escrito por Mércia Lustosa as 06h31
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  Foto tirada no vaticano. Enterro do Papa João Paulo II. Rindo do quê?

Boa tarde...muitas alegrias


Escrito por Mércia Lustosa as 17h05
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Hábito interiorano


Dificil morar em uma cidade pequena e não ter hábitos interioranos. Hábitos que a globalização não revolucionou.

Não mudou, até hoje, em alguns lugares, uma figura folclórica (muitos consideram) e que é a prova da preservação de um antigo costume. Talvez um "artigo de luxo", hoje, na cultura do povo. É o leiteiro. Aquele que, escanchado no lombo de um burro ou montado numa carroça, entrega, na porta das residências, o leite (fresco) acondicionado em galões de alumínio.

O animal, de tanto fazer o mesmo percurso, pode até dispensar o "patrão"  (o leiteiro). Sabe onde fica a casa do cliente. Vai em frente, devagar, parando de porta em porta, esperando até ser aliviado da sua carga. Avisa que tá chegando agitando o chocalho pendurado no pescoço. Pode até dispensar, mas não para o Zé das Vacas, o patrão. Ele mesmo gosta de entregar o leite. Cada casa tem um jeito de ser e ele aprecia tudo, observa tudo, para depois contar para a "patroa" como vivem os grã-finos da cidade. Zé das Vacas mora além da periferia.

Na casa do prefeito sempre tem um agrado. A Margô (assim, com acento, porque ninguém é estrangeiro para escrever com "sotaque", dizia o pai dela), cabocla charmosa, tem sempre um pedaço de qualquer coisa para oferecer ao Damião, o burro.

Lá na casa do juiz, nem uma vasilha com água. A dona lá até que é boazinha, mas o marido, o dr. juiz, não tem pena de ninguém. Gente sem caridade! O pobre Damião, cansado, suado, é logo enxotado da porta. "Andando, andando", diz a dona Clô porque é o que o Juiz quer. Dona Clô é a empregada da casa, só atende se for chamada de governanta. Metida!

Tem a casa do " doutor advogado" (vez em quando vai lá no bar contar uns "casos"), a casa do padre - esse, passa a mão pelo lombo do Damião - faz um agrado a seu modo.

Zé das vacas vai de casa em casa entregar o leite encomendado. Já não é como antigamente. São poucos os que ainda querem o seu serviço. O povo da cidade agora só quer saber do leite de "caixa", de "saco", o tal do leite beneficiado. Mas, enquanto tiver um juiz, um doutor ou um padre querendo leite fresquinho e o Damião ainda puder com o peso dos galões, ele vai atendendo de porta em porta, até o dia que, sem serventia, ele e o Damião vão se aposentar e passar o dia deitado na sombra do cajueiro, cochilando e esperando o chamado da "patroa" dizendo que o almoço está na mesa, o dele.

Bom dia...muitas alegrias

 


Escrito por Mércia Lustosa as 06h50
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Show da Globo


E o show da Globo? Pensei  que  ia ser um  arraso. Afinal são  40 anos de liderança.  Nossa! Até onde eu consegui ver foi muito sem graça, exceto um ou outro momento.  O modelo (?) do programa não lembrou  festa do Oscar? Chinfrim, é claro, mas lembrou. Eu achei. Não gostei.  Nem a Ivete Sangalo que sempre está de bem com o palco parecia à vontade. Será que a roupa ajudou a atrapalhar?  Senti um desacerto na escolha. Sabe quando você  viu que não era aquela e não tem mais tempo de trocar? Nem combinava com ela. E as musicas que ela cantou?  Será que posso dizer que também não foram bem escolhidas?   Porque foi isso que eu senti.  Se tivesse feito um dueto com o Ivan Lins no lugar da Regina Duarte, poderiam ter evitado  um sofrível momento musical daqueles dois.  A  "Madalena" (repetida em todas as apresentações do Ivan Lins) merecia coisa melhor.

Claudia Raia encantou!  Estava  belíssima em seu "fantástico" show. Até onde eu vi foi o que valeu a pena.

Não assisti  mais nada. Não estava gostando,  para quê ficar?

Bom dia...muitas alegrias 


Escrito por Mércia Lustosa as 07h47
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  Sem comentários?

                                                                                                                             

Bom dia...muitas alegrias


Escrito por Mércia Lustosa as 08h41
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Segunda-feira, 25 de abril, 2005


A viagem foi...

Porreta! Como dizem os baianos. Eu não sou, mas o meu marido é.

Sete horas dentro do carro (não tem vôo prá lá) para passar três dias com os queridos sogros é cansativo, mas nós fazemos por amor aos dois porque eles são nossos velhinhos prediletos. Eu disse sete horas? Mas devo dizer que são sete pra ir  e sete pra voltar. É muito chão. E que chão!

Na ida li um pouco do livro "A Profecia Celestina" - James Redfield. Recomendo. Não tinha vontade de parar com a leitura, mas não queria continuar, poderiamos errar o caminho. Outra vez! Porque na verdade, "viajamos" na viagem, dos buracos. Tínhamos deixado de virar à direita, "empolgados" com a estrada. Voltamos. Precisávamos ficar ligados no "tapete esburacado". Nossas estradas estão acabadas. "Chose de loque"! Se você consegue escapar de um buraco, mais na frente tem outro te esperando com a boca escancarada. E os homens que deveriam cuidar, ninguém sabe, ninguém viu!

Na divisa do Estado de Goiás com a Bahia, satisfeitos porque tínhamos conseguido sobreviver até ali, mesmo caindo na "buraqueira", nos hospedamos no único hotel da redondeza. Não íamos facilitar viajando a noite. Eram 18:30h e estávamos na metade da viagem.

O quarto cheirando a limpeza nos animou, mas o chuveiro...

Não sei o que eu tenho contra chuveiro ou ele contra mim. Definitivamente não nos entendemos. Incompatibilidade mesmo. Passei o banho correndo atrás dele e ele, mesmo sendo um fiapo de água, corria mais que eu. Pra longe. Desisti!

Saímos para jantar. Escolhemos um vinho (português) para acompanhar uma salada com frango grelhado, mas, infelizmente, porque ele foi mal armazenado, ficou a desejar. Tudo bem, isso dá pra aguentar. Pior é ler, na entrada de uma cidade, escapando de um dos trechos mais difíceis, uma placa que dizia: "quem crê em Mim tem a vida eterna". Que é isso? Viajar por essa estrada perigosa não combina com frases bíblicas. Lembra algo ou é impressão minha?

Pela manhã seguimos viagem.

Nessa primeira etapa o saldo era, "apenas" uma roda quebrada, "visita" a todos os buracos possíveis e imagináveis (buraco filhote, buraco família, fundo, raso, o chamado panela, o panela com tampa - você passa ele afunda e você junto com ele - aquele cheio de água que engana voce e sei lá mais quantos tipos) e muitos, mas, muitos sustos.

Enfim, ao final da manhã chegamos ao nosso  destino. Ufa! Bom Jesus da Lapa - BA. A casa do sogro.

Felicidade! Encontramos todos bem.

Ficamos três dias descontraídos e em grandes comemorações. Por tudo e por nada! Pelo simples prazer de comemorar! Para celebrar a vida! Pela saúde dos nossos queridos velhinhos! Pela chegada de mais um que estava longe! Pela união! Pela reunião! Pela chuva que não caiu! Pelo sol,  bem-vindo e até pelo carneiro sacrificado para o churrasco de sábado. Motivo para festa não faltou. Até chegar a hora da partida.

Despedida  teu nome é tristeza! Saudade!

Muitos abraços, beijos, risos e lágrimas depois, de volta à estrada para mais sete horas de pura tensão, sem um minimo de descontração. Essa ficou para trás. À frente, só o que resta da estrada para a qual, nós, cidadãos brasileiros, pagamos a manutenção que é só pra "inglês ver". 

Bom dia...muitas alegrias

 

 

 

 

 

 


Escrito por Mércia Lustosa as 23h20
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Nossos blogs de cada dia


Estava passeando pelos blogs, me atualizando, visitando aqueles que gosto muito, aqueles que sempre me chamaram a atenção pela escolha dos temas que abordam e parei em um que sempre me despertou interesse pela leveza com que trata os assuntos, mesmo aqueles assuntos mais polêmicos e complexos. O Blog da sócia Luci, o 100querer. Dia do índio, ontem, ela publicou, entre curiosidades e mais um lindo texto, outro, intitulado, "Ensinamento", de Adélia Prado. Uma poesia rica que penetrou fundo em meu coração. Vou aqui, se você concorda Luci, publicá-la para que os meus visitantes tenham a oportunidade de ler um pequenino exemplo da obra dessa grande artista. Adélia Prado é originalíssima.

Ensinamento     (Adélia Prado)

Minha mãe achava estudo

A coisa mais fina do mundo.

Não é.

A coisa mais fina do mundo é o sentimento.

Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,

Ela falou comigo:

"Coitado, até essa hora no serviço pesado".

Arrumou pão e café, deixou o tacho no fogo com água quente.

Não me falou em amor.

Essa palavra de luxo.

 

Parabéns, Luci, por nos presentear com lindos textos.

 

O sucesso do Tom faz a alegria dos amigos. A Rede Globo elegeu a sua crônica, em homenagem a Brasília, uma das cinco melhores para ser "lida" no DFTV desta semana,  dia 19/04/2005. 

 

Hoje, logo após o almoço, estarei viajando para o interior da Bahia em visita aos meus sogros. Voltarei domingo, recomeçando aqui, segunda-feira.

Desejo a todos um maravilhoso feriado. Praia com muito sol, descanso para os que querem "sombra e água fresca", bom trabalho para aqueles que ficaram com o turno do feriado e uma boa viagem para os que, como eu, vão pegar a estrada. Até a volta.

Bom dia...muitas alegrias  


Escrito por Mércia Lustosa as 06h31
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Terça-feira, 19 de abril, 2005


Ana e Paulo 

 

Ana amava Paulo que a amava também. Ana queria ir embora, entretanto. Ficar sozinha! Sumir! Paulo não podia saber. Ela não teria coragem se fosse discutir essa questão com ele.  Teria que ser assim, amanhecer e não anoitecer. Largar tudo. Seria essa a solução? Não sabia! Só sabia que, no momento, não estava suportando a presença de ninguém, muito menos de quem estava sempre lhe exigindo atenção.

Queria  mudar para bem longe. Um lugar, que maravilha, que ficasse isolada! Queria isso e mais! Queria ser dona do seu destino. Escolheria uma cidade bem pequena e uma casa bem afastada, mas com todas as condições para instalar as facilidades tecnológicas da vida moderna. Faria isso. Tão logo recebesse a roupa da lavanderia, renovasse a carteira de motorista, fosse ao ginecologista, terminasse o tratamento dentário, colocasse umas contas em ordem. Tinha tanto pra resolver. E se não resolvesse nada e fosse assim mesmo? Como? Tinha que trocar o carro também, estava muito velho. Melhor pensar bem antes de tomar uma atitude tão séria.

 

Ana amava Paulo que a amava  também. Ela já não tinha tanta certeza se queria ir embora. E se, morando sozinha, fosse assaltada, estuprada? E se ficasse doente no meio da noite? Como iria até o pronto socorro? Ou, quem a levaria para jantar, para dançar nos finais de semana? Quem iria esquentar o seu corpo no inverno? Eram tantas as questões!

 

Ana amava Paulo que a amava também. Por que deixa-lo, afinal? Ele sempre lhe trazia flores, lindos presentes, lhe proporcionava viagens maravilhosas. E o mais importante. Amava-a! Em todos os momentos, bons ou ruins, estava sempre presente. Era uma convivência perfeita. Nada atrapalhava esse relacionamento. Vai ver era isso. Tudo certinho demais! Não, não devia ser!  Que idéia ridícula! Se orgulhava desse amor. Sem discussões! É, mas sem “tempero” também.  Era isso! Estava faltando uma “briguinha”,  de vez  em quando. Só pra fazer as pazes!

 

Ana amava Paulo que a amava também?  E se ele estivesse pensando a mesma coisa?  Se estivesse planejando ir embora? Não! Ela ia mostrar a ele do que era  capaz. Ia sacudir esse amor até eletrizá-lo. Nenhum dos dois jamais iria pensar em ir embora novamente. Ou ela não se chamava Ana! Ana que amava Paulo! Ana  que já não sabia se  Paulo a amava!  Iria descobrir.  Esse era um bom motivo para uma bela discussão. Ou ela não se chamava Ana. Se era amada por Paulo, essa era outra questão. Uma questão para futuras  discussões!

 

Bom dia...muitas alegrias


Escrito por Mércia Lustosa as 23h11
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Viver


"Viver não é somente abrir os olhos toda manhã e dizer: estou vivo!

Não é somente caminhar, conversar, trabalhar e morrer ao fim da tarde vencido pelo cansaço.

Viver é mais complexo, é mais heróico, é mais humano, é mais corajoso.

É preciso olhar a vida pela frente, sem temer as desilusões, as traições, as falsidades, as derrotas. O bom da vida é o imprevisto, é a esperança de encontrar algo melhor, sem saber o que nos reserva o dia de amanhã.

Viver é antes de tudo uma missão de amor, um misto de lágrimas e sorrisos, de aplausos e de vaias, de críticas e homenagens,  de guerra e de paz.

O bom da vida é saber que amanhã, quando esbranquiçados, escorregarmos pelo outro lado da montanha e olharmos para esta majestade que é o mundo, conseguirmos sorrir e dizer na alegria: se pudesse começaria tudo de novo!".

Texto recebido de um amigo, sem identificação do autor.

Bom dia...muitas alegrias


Escrito por Mércia Lustosa as 07h58
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Sábado, 16 de abril, 2005


Festa...festa...festa

O dia foi de festa! O dia 14! E começou bem cedo...o café da manhã, as flores, o cartão e o presente! Não necessariamente nesta ordem (o que menos importa!). Do querido marido! Só alegria!

Estou com um jardim na minha sala. Recebi flores, flores e mais flores! Só amigos queridos como os que eu tenho, poderiam me presentear com uma variedade de tão maravilhosos arranjos florais. Adorável! Recebi cartões "envelopados", cartões virtuais com lindas mensagens e ainda uma mensagem especial, "discada", com direito a fundo musical e voz de "Cid Moreira", enviada por uma amiga, que me fez rir e chorar de felicidade, tudo ao mesmo tempo. Recados no Orkut e e-mails de vários lugares. Recebi também muitos telefonemas de amigos e parentes durante o dia inteiro. Fui  parabenizada no Say do Querido Leitor, primeiro pelo amigo Rafael que me ofereceu um lindo bolo e indicou meu blog aos amigos de "comentários" do saybox, os quais, gentilmente, me desejaram felicidades, depois, pelos queridos, Elisa e demais membros do Baixo Clero do QL. Recebi mais. Recebi um bolo artístico e grandioso - virtual - de presente da querida sócia Luci que ainda procurou falar comigo pelo skype, o que só foi possível no outro dia. Prazer Luci! Muito bom falar com você!

Tenho muita sorte. Sou querida. Dá pra notar a minha modéstia?

Fiquei mais velha! Estou feliz por isso! É verdade!

O dia continuava.

Chamada, dois dias antes, para uma reunião de trabalho, "coincidentemente", marcada para o dia do meu aniversário, pela queridíssima amiga Regina em parceria com a também queridíssima amiga Celina, lá fui eu, inocentemente ao encontro delas no final da tarde do dia 14. Surpresa total! Um grupo de eufóricos amigos me recebeu cantando, "Parabéns pra Você", assim que a porta da sala se abriu para eu entrar. Meu coração disparou de susto, no primeiro momento, depois de alegria! Muita alegria! Foi o máximo! Tenho ou não, motivos pra ficar "flutuando"? Foi com grande prazer, muita emoção e o coração inundado de felicidade que recebi esse presente maravilhoso. Mais um. O presente!

As comemorações só foram encerradas depois de degustadas as delícias do lanche preparado pelas mãos caprichosas das duas amigas irmãs. A mesa farta aguardava. Experimentei de tudo. Estava excelente.

E agora! Como agradecer? Não sei! Simplesmente não sei! Temo não ser perfeita como foi perfeito o momento a mim proporcionado. Temo não dizer o bastante como bastante foi, ao meu coração, a homenagem a mim prestada. Será um "obrigada" o suficiente? Será apropriado? Será que satisfaz? Ah! Acho que sim! Sim! Acredito que nada é maior do que agradecer, de coração, com um...MUITO OBRIGADA! E porque acredito, faço, aqui, neste momento, o meu agradecimento - expressão máxima do meu sentimento - dizendo um simples, MUITO OBRIGADA! OBRIGADA  a todos que participaram do meu dia especial.

Bom dia...muitas alegrias  

 


Escrito por Mércia Lustosa as 23h13
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À minha mãe


      

Um dia recebi um cartão que dizia:

"Não sei se a vida é curta ou longa demais para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido se não tocamos o coração das pessoas".

Aqui, presto uma homenagem à minha mãe que foi capaz de tocar os corações!

Muita paz no seu descanso!

Bom dia...muita paz

 


Escrito por Mércia Lustosa as 23h01
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Quinta-feira, 14 de abril, 2005


   

É aniversário...

                Parece mas não é. Não é que eu esteja falando sobre o meu aniversário ( imagina!) Eu quero contar  que, hoje, dia 14 de abril, dia do meu aniversário (ah, falei!) -  vou falar sim, é mesmo meu aniversário ( estava brincando só pra começar o dia com um sorriso) - faz exatamente um  mês que eu criei o blog e  fiz meu primeiro post. Falei sobre a escolha do coração.

A vida é cheia de coincidências. Desde criança não gostava de comemorar esta data e não sabia o motivo ( seria intuição do que estaria  por vir?).

Há exatos 13 anos a minha mãe faleceu aos primeiros minutos do dia 15 de abril. Naquele momento eu não estava ao seu lado. Fiquei com ela durante todo o dia 14 rezando com devoção para que não me deixasse ainda. Quanto egoismo da minha parte. Ela estava sofrendo! Eu, preocupada com a minha dor! Não pensei no quanto iria prolongar o seu sofrimento. Pedido absurdo!

Por muito tempo lamentei essa minha manifestação, até que um dia alguém me falou que eu tinha sido, realmente, muito egoista, mas  muito mais pretensiosa imaginando que a minha mãe, chegado o seu momento, pudesse esperar mais um pouco para me agradar ou para atender um pedido meu. Não! A vida é para ser vivida até o último instante! A escolha do "ficar" e até "quando" pertence a Deus.

O meu coração ficou leve depois de ouvir palavras tão sábias.

Hoje eu sei que a ela foi permitido escolher ficar e que assim o fez para "festejar" mais uma vez o dia do meu nascimento. O dia  que ela me deu a vida!  Foi a escolha do coração! E o meu coração, agora e para sempre, escolhe comemorar todos os dias do meu aniversário - e atualmente do blog - em homenagem a ela, minha mãe querida, que não se importou com a sua dor e me presenteou com a escolha do coração. 

Bom dia...muitas alegrias 


Escrito por Mércia Lustosa as 23h15
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Dia do beijo, 13 de abril, hoje!

Se você quiser saber quando surgiu o beijo venha até aqui. Se for comemorar, se inspire aqui, se quiser.

Um beijo...mil beijos.

Boa tarde...muitas alegrias


Escrito por Mércia Lustosa as 12h27
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Terça-feira, 12 de abril, 2005


Eu amo Brasília

O Tom é um amigo que está sempre dando  boas dicas. Porque a Rede Globo lançou um concurso para escolher as cinco melhores crônicas que falem sobre Brasília em comemoração aos 45 anos da cidade, ele escreveu um texto homenageando a Capital Federal, publicou no seu blog  e enviou para apreciação. Gostei! Tomei emprestada a idéia para falar sobre Brasília sem pretender participar da disputa. Sem compromisso.

Uma cidade ainda menina, quando vim pra ficar. Eu, nem menina nem mulher ao chegar aqui.  Não foi amor à primeira vista. Não entendi as diferenças que aqui encontrei. Eu me perguntava.  Onde fica o centro da cidade? A praça da igreja? A mercearia da esquina? E as calçadas? Onde as vizinhas vão sentar em suas cadeiras de balanço pra conversar? De onde eu vinha era tudo muito diferente. Mas Brasília não estava aberta a discussões como dizia a minha mãe. "Você tem que olhar a cidade como ela está lhe vendo" - filosofava - "Aprenda a gostar dela porque é aqui que nós vamos ficar. Aprendi. Não foi dificil.

Já foi muito asfalto, cimento e metal. Fria e formal. Hoje é vida!

Mudou! Mudou completamente!

Quem aqui chegava reclamava que não tinha esquina. Cidade sem esquina. Imagina! Criaram várias! Só vendo! Cada barraca de churrasquinho (são tantas!) se transformou em uma esquina e aí os amigos se reunem. Não faz falta uma de verdade. À sua moda tem esquinas. Isso é Brasília. A Capital da Esperança se adaptando para o bem de todos. Umas cadeiras na calçada também já vi, lá pelos lados do Guará,  a cidade satélite quase extensão do plano piloto.

Hoje a nossa Capital é uma senhora! Sempre recebeu e ainda recebe, de braços abertos, e,  trata como seus, os filhos de outras terras. Estes já lhe deram netos e formaram a geração brasiliense. Geração que vibra com a sua UNB - Universidade de Brasília - incluída entre as melhores do País; seus museus; suas fantásticas salas de cinema (aqui se realiza o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro) e  seus teatros. Vibra com o seu Pólo de Cinema e Vídeo do Distrito Federal - criado em 1991 -   com as suas Brinquedotecas Públicas; com o chamado "palácio de tábuas" - o catetinho - construido provisoriamente para abrigar o Presidente Juscelino Kubitschek (também hospedou o Presidente de Portugal, na época, Craveiro Lopes), tombado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Toda a sua arquitetura diferenciada é motivo de orgulho para os cidadãos brasilienses.

Brasília, primeira cidade moderna considerada Patrimônio Mundial, onde a qualidade de vida é superior  as demais capitais do País é a manifestação vibrante do Norte, Nordeste, Sul e Sudeste do Brasil em uma só cidade. Aqui se vive a tradição de todos os filhos deste nosso imenso, rico e adorado Brasil. Parabéns, Brasília, a verdadeira cidade de todos os santos!

Boa tarde...muitas alegrias  

 

 


Escrito por Mércia Lustosa as 13h35
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Segunda-feira, 11 de abril, 2005


Impacientes jovens

Hoje, a minha irmã," internauta caloura", falou sobre a dificuldade que os seus filhos, jovens, têm para lhe transmitir seus conhecimentos. Por que os jovens são tão impacientes quando se trata de dividir,  com os mais velhos, o que aprenderam? Ela me fez essa pergunta e eu fiquei a matutar sobre o assunto. Não é regra geral, claro, mas é muito comum.

Fico imaginando como seria se, quando do aprendizado das crianças, os adultos não conseguissem transmitir os ensinamentos para educá-las, alfabetizá-las, prepará-las, enfim, para a vida. Se os adultos não tivessem essa responsabilidade para orientá-las, e não o fizessem,  todas seriam  umas "Tarzan's". Um bando de "bichinhos".

É uma pena que os jovens (alguns, repito) não se interessem por dividir o progresso do seu conhecimento.

"Comecei a aprender a parte do presente que há no passado e vice-versa" (Machado de Assis, Páginas Recolhidas, p. 165).

Estudo, aprendizado, desenvolvimento! Privilégio do ser humano! Opção para todos!.

Bom dia...muitas alegrias


Escrito por Mércia Lustosa as 10h32
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Ser brasiliense


Você sabe quando se é brasiliense?

Veja aqui  que interessante.

Bom dia...muitas alegrias


Escrito por Mércia Lustosa as 01h30
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Dizem


"Dizem que a uma certa idade, nós, as mulheres, nos fazemos invisiveis, que nossa atuação na cena da vida diminui e que nos tornamos inexistentes para um mundo onde só cabe o impulso dos anos jovens.

Eu não sei se me tornei invisivel para o mundo, pode ser, porém, nunca fui tão consciente da minha existência como agora, nunca me senti tão protagonista da minha vida, e nunca desfrutei tanto cada momento da minha existência.

Descobri que não sou uma princesa de contos de fada; descobri o ser humano sensível que sou e também muito forte. Com suas misérias e suas grandezas. Descobri que posso me permitir o luxo de não ser perfeita, de estar cheia de defeitos, de ter fraquezas, de me enganar, de fazer coisas indevidas e de não corresponder às expectativas dos outros. E, apesar disso, gostar de mim.

Quando me olho no espelho e procuro quem fui...sorrio àquela que sou...me alegro do caminho andado, assumo minhas contradições. Sinto que devo saudar a jovem que fui, com carinho, mas deixá-la de lado porque agora me atrapalha. Seu mundo de ilusões e fantasias, já não me interessa. 

É bom viver sem ter tantas obrigações. Que bom não sentir um desassossego permanente causado por correr atrás de tantos sonhos".

Texto recebido de uma amiga, sem identificação do autor.

Bom dia...muitas alegrias


Escrito por Mércia Lustosa as 00h01
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Quarta-feira, 06 de abril, 2005


Saudade dos tempos de criança

Agora eu posso falar de saudade. Tem tudo a ver com o momento.

 "Saudade, palavra triste, quando se perde um grande amor" ( música - Meu Primeiro Amor - versão de José Fortuna para Lejanias de Hermínio Giménez). Mas não é dessa saudade que eu quero falar. Quero me reportar à saudade que sinto das férias na fazenda do meu tio. De tudo que acontecia nesse período. Do cheiro de mato; do mel de cana de açúcar saindo do tacho, bem quente e a gente impaciente pra comer; do cheiro do café torrando; de beber o leite assim que a vaca era ordenhada, lá pelas 5 da manhã, o chamado leite mungido; das reuniões ao redor da mesa do café da manhã, farta de bolos, beijus, broas, cuscuz, frutas maduras e deliciosas; de correr com os primos e primas pelos cômodos da casa grande brincando de esconde, esconde (pic esconde). Sinto saudade até das histórias de "assombração" que a minha avó contava e a gente ficava morrendo de medo, juntinho um do outro, sem se desgrudar nem para ir ao banheiro. Minha avózinha era uma senhorinha muito gentil e alegre, mas adorava ver os netos de olhos arregalados e ouvidos atentos aos seus "causos". Ela se divertia! Ah, minha querida avó, saudade!

E o bolo que a minha mãe fazia? Não conheço ninguém que saiba fazer. Era como uma panqueca doce, feita de milho que ela chamava de "chapéu de couro". Foi-se, a minha mãesinha querida, sem deixar a receita.

Além de tudo isso, exceto das pessoas, é claro, o que me dá mais saudade é algo inusitado pra quem nunca morou em cidade do interior. As quermesses! Ah! As quermesses, sim, são uma lembrança a parte. Nem imagino a minha infância sem elas. Eram festas simples mas como a gente se divertia! Promovidas para angariar fundos em benefício da paróquia, reuniam todos os habitantes da cidade, no dia da padroeira. Começava então uma "briga". A cidade se dividia em duas - partido azul e partido encarnado (vermelho) para disputar o primeiro lugar na arrecadação de contribuições. Vendia-se de tudo. De salada de fruta com bastante suco e pouca fruta até lacinho de fita azul ou encarnado, de acordo com o partido escolhido pelo (a) comprador (a).  E o leilão?  Tinha também! Ou não era quermesse! Leilão de frango assado embrulhado em papel celofane, de  bolo de milho e comum, cesta de frutas, além de "prendas" doadas pelas famílias e arrematadas por elas mesmas.

Namoros começavam, outros  terminavam e podiam recomeçar em uma noite. Recadinhos (torpedos?) eram dados através do alto falante (chamado de radiadora) da praça da matriz, onde rapazes e moças passeavam. -"Essa música vai para a loirinha de vestido azul que está dando a volta na praça com a amiga de vestido branco e longos cabelos pretos". - "O rapaz que marcou encontro em frente a farmácia continua aguardando".

Até o final da quermesse a praça ficava lotada e os recados continuavam sendo anunciados nos intervalos entre uma música e outra.

Não sei se ainda existem as quermesses, mas eu gostaria de um dia passar em uma dessas cidadezinhas,  no dia da padroeira,  pra conferir, e, se for o caso, verificar se ainda fazem tudo como trago guardado na lembrança. Só pra matar a saudade!

Um beijo e um abraço apertado

Boa noite...muitas alegrias


Escrito por Mércia Lustosa as 22h29
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Terça-feira, 05 de abril, 2005


Cont...Férias de 4 dias...em 2 capítulos

E a festa acabou! Despedidas! Abraços, beijos e lágrimas! Promessa de novos encontros!

Sábado, praia pra que te quero. Porque praia é sol, calor, mar, gente alegre e saudável. Gente sem pressa. Com vontade de ficar. Ficamos. A barraca, Terra do Sol, é mais que isso, é um restaurante rústico. Tem tudo. Chefe de cozinha, simpáticos garçons, música ao vivo, chuveiro do lado para que os banhistas retirem o sal do corpo, banheiros limpos e aquela suave brisa vinda do mar, of course. Igual a essa, tem várias, a beira mar. Come-se muito bem. Arroz de camarão - divino - caranguejo, lagosta, e, para minha surpresa, ostras fresquinhas preparadas pelo Carlinhos que não é do restaurante, mas tem um acordo com o dono que lhe permite vendê-las ali. Com limão e azeite ou completa. Completa é preparada com pimenta. Ele chega, com seu sorriso cativante, muito profissionalismo, mãos enluvadas, uma faca apropriada que ganhou de um amigo francês, o que lhe enche de orgulho, e vai preparando uma, duas, três e por aí vai. Foram muitas. Deliciosas! As de Santa Catarina, eu sei, são maravilhosas, mas essas não são diferentes. Valem cada centavo.

O nosso grupo, éramos dez amigos, partiu, no final da tarde, para o restaurante Jazzmin em outra praia, a de Iracema, para ouvir chorinho até 21:00h. Administrado por duas mulheres, as proprietárias, é de bom gosto, atendimento vip, comida excelente além de ambiente muito aconchegante. E o chorinho! Nada a reclamar, muito a elogiar. Passamos quatro horas ouvindo música de alta qualidade com amigos queridos que dali nos levaram para um bar chamado Tocantins. Mais música. Agora, samba pra gente dançar até cansar e seresta. Foi o que fizemos até 01:00h. Tivemos o prazer de ouvir também uma amiga cantar Petit Fleur. Cantou com a alma, a Celina. Voz linda. Emocionou a todos. Assim, encerramos a noite. Estávamos cansados. A folia tinha começado as 13:00.

Dia seguinte, sol, domingo, o que fazer?  Tem coisa melhor que namorar na praia? Claro que sim, mas naquele domingo, não. Dispensamos qualquer cicerone. Estivemos no mar para um banho a sós. Largamos por lá as mazelas, brincamos feito criança, levamos tombo e engolimos água salgada. Nos jogamos na areia para que o sol nos aquecesse. Nos despedimos! Por enquanto!

Adeus céu! Adeus Sol! Adeus mar de Fortaleza! Adeus amigos! Adeus irmã querida! Adeus para seus filhos e marido. Vamos retornar um dia. De férias ou pra ficar. Quando, só Deus saberá.

Um beijo e um abraço apertado

Boa noite ...muitas alegrias 

  

 


Escrito por Mércia Lustosa as 22h33
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Segunda-feira, 04 de abril, 2005


Férias de 4 dias...em 2 capítulos

Cheguei. Estive fora por 4 dias de puro lazer. Mesmo com alguns pequenos contratempos foi uma viagem muito divertida.

Uma chuva torrencial nos esperava (fomos, meu marido e eu). Decepção! Chuva? Isso não tem a menor graça, eu pensei. Foi só na chegada, felizmente. Fez sol durante todos os dias da nossa estada. É forte esse meu anjo da guarda. Confesso, entretanto, que se São Pedro tivesse molhado um pouquinho a terra em uma ou duas ocasiões, não teria sido ruim. Principalmente porque calor não combina com ar condicionado barulhento ou que não funciona, não combina com missa rezada em ambiente iluminado com pelo menos 6 holofotes ligados, nem com festa regada a uisque e vinho (cerveja tinha, mas não conta porque combina). Bem, esse era o contexto. Já explico.

Chegamos. Do aeroporto, 01:30h (nosso vôo atrasou), fomos para o hotel Caesar Park Hotel Fortaleza, agora Gran Marquise Meliá (mudou de nome há uma semana) e nos colocaram em um apartamento onde o ar condicionado não funcionava muito bem. Nada demais. Alguém que já tenha viajado de Bandeirante sabe o que significa dormir com barulho de um motor roncando no seu ouvido. Não, exagerei! Era parecido com ventilador de teto que está com a palheta avariada. E, avariados ficamos nós por isso e porque ele não resfriava. E precisava? É tão mais agradável dormir sentindo calor! Brincadeira a parte, justiça seja feita, logo que reclamamos fomos transferidos. Transferidos para um apartamento que tinha um banheiro (normal, claro) cujo box, com cortina (ainda se usa?), tinha um chuveiro que molhava tudo em volta, menos o hóspede. Água pra todo lado. Desperdício? Muito. Uma pena.

Dia seguinte, quinta-feira, estivemos, para o almoço, em um restaurante onde fomos atendidos como clientes. Assim mesmo, clientes. Porque há lugares que não reconhecem como clientes as pessoas que vão procurar o seu serviço. Esses existem e nós estivemos lá. Muito diferente do Ferreiro Café no shopping Iguatemi. Esse merece nota 1000. Nós recomendamos. O outro, o Mil Mares, entre 0 e 10, dou nota -5 . Entramos, sentamos e saímos. Fomos embora. Atendimento "fuleragem" (no dicionário cearês, significa sem qualidade). Para evitar mais problemas, fomos jantar na casa da minha irmã. Fomos de táxi. Eu, que há muitos anos saí de lá e sempre que volto é por dois ou três dias, disse saber orientar o motorista. Pobre de mim. Desorientei-me. Dei o nome antigo da rua (há 10 anos mais ou menos mudou). Sei lá o que aconteceu. Deu um branco. Foi um vexame. O motorista não conseguia achar, lógico. Usou até o mapa. Estávamos perdidos. Depois de telefonar pra minha irmã, nos achamos. Em cima da rua. A placa bem diante de nós, mas como o nome era outro...Nem vou contar o que fizeram comigo.

A sexta-feira foi da festa (nós viajamos para participar dela, contei aqui). Linda. Todos os filhos da minha tia, netos, sobrinhos e irmãs estavam presentes. Foi rezada uma missa, antes, por um padre cantor que aproveitou pra fazer um merchandise. Não sei se vendeu algum CD, mas deu o seu recado. Cantou (voz bonita mesmo) e falou sobre a sua mais nova gravação. Bem simpático. A festa foi até a madrugada. Muita música para dançar, muitos drinques e um jantar com sobremesas maravilhosas. Como toda festa em família foi só alegria e emoção. Homenagens foram prestadas! Discursos proferidos! Histórias relembradas! Muitas lágrimas derramadas! Pura emoção! E no meio de tudo, minha tia, reinando absoluta, com um sorriso de felicidade.

continua...

Um beijo e um abraço apertado.

Boa noite...muitas alegrias   


Escrito por Mércia Lustosa as 20h22
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