Quarta-feira, 30 de março, 2005
Só porque é praia!
Para combinar praia, frutos do mar, cerveja geladíssima (pode ser qualquer outra bebida), festa de aniversário de 80 anos e reencontro com tios e primos que não se vêem há muito tempo, basta fazer o que farei hoje a noite. Viajar para Fortaleza! Que vida ruim! Acho que vou mandar alguém no meu lugar. Meu amigo paulista se ofereceu. Muito bonzinho ele. Não sei se devo fazer isso com ele, porque, afinal, pegar um avião e em 2 ou 3 horas está a beira mar recebendo aquela brisa suave é muito sacrificante! Comer camarão fresquinho, então! Não, é muita maldade. Deixa que eu vou. Só vou passar 4 dias. Dá pra aguentar!
É claro que tudo isso é uma grande brincadeira! Estou contando as horas pra curtir esse passeio maravilhoso.
Durante o tempo que estarei fora não sei quais serão as minhas condições para publicar aqui. Farei o possível. Na volta contarei tudo sobre as "dificuldades".
Um beijo e um abraço apertado
Bom dia...muitas alegrias

Terça-feira, 29 de março, 2005
Dona Silvia
Dona Silvia, mulher charmosa, viúva de um homem charmoso tinha apenas um objetivo. Dedicar-se inteiramente ao seu amado marido, o Roberval. Era o seu objetivo de vida. Era, porque a Dona Silvia, essa mulher que sempre se submeteu aos caprichos do marido, deu o seu grito de independência numa bela tarde do dia 12 de junho, quando deixou o seu ex-querido aos cuidados de Jacira, a bela, a sem vergonha vizinha, que já há muito recebia os afagos do seu Roberval, sem que ela jamais suspeitasse.
Ele estava lá pelos seus cinquenta e tantos anos quando sofreu um acidente e foi hospitalizado. Algumas notícias desencontradas sobre o seu estado levaram os amigos mais chegados até a casa do casal para prestar a última homenagem ao "falecido". Todos, sem exceção, chegaram chorando baixinho, contritos, menos a Jacira! Esta, como estava em casa, foi. Short curto, sandália havaiana no pé, cabelo amarrado num rabo de cavalo, tava bonita, a danada. Entrou desesperada. Ninguém entendeu porque ela gritava o nome do marido da outra com tanto sofrimento. Entregou-se a pobre Jacira. Falou do seu amor pelo Roberval! Nem a "viúva" demonstrou tamanha agonia. Silêncio absoluto na sala. Caiu em si, a Jacira, essa tal, como passou a ser conhecida, graças a Dona Silvia. Não havia conserto. Assumiu o caso. Ela era a outra na vida do Roberval. E assim ficou conhecida...a outra do Roberval.
Dona Silvia é a viúva, depois de uns tantos anos (Roberval não morreu naquele acidente). Continuou casada. Era a sua vingança. Vingança boba como dizia, mas que lhe dava muita satisfação. Podia viajar, namorar, fazer o que bem entendesse sem que o marido lhe impedisse. Quem não gostou muito foi o Roberval. Machista, não queria as "mulheres" saracoteando. Sim, porque a Jacira, a outra, continuou com o Roberval pelos prazeres. Obrigações de um casamento, nem pensar. Roberval, o machista, tinha duas "outras" e nenhuma pra cuidar dele. Tinha que se virar sozinho. E as duas, Jacira e Dona Silvia, até se encontravam pelas baladas da vida, mas fingiam que nem se viam, fingiam não gostar uma da outra, o que não era verdade. Elas se entendiam. Deviam uma a outra as suas aventuras atuais. O jeito feliz de viverem a vida.
Um beijo e um abraço apertado.
Bom dia...muitas alegrias

Noticiando
A Luci colocou no 100querer um link com várias notícias sobre novidades da tecnologia e afins. Uma delas é sobre 150.000 usuários que aderem todos os dias ao Skype, software de telefonia via internet. E aí eu pergunto: É por isso que agora tá melhor do que antes usar o áudio do MSN? Pelo menos pra mim, tá 100% melhor. E pra você?
Boa tarde...muitas alegrias

Segunda-feira, 28 de março, 2005
Encontro de Páscoa
Pronto, acabou o final de semana. Foi longo, divertido, cheio de encontros dos familiares, e, infelizmente, também de desencontros. Desencontros dos amigos do "baixo clero" - pra quem não sabe, são os amigos da pequena comunidade criada por alguns QL's , chamados assim pela Elisa, que marcam presença todos os dias no MSN. São do coração! Por isso, sempre que dava, eu deixava os familiares na sala e dava um "oi" pra eles, como disse o Saraiva, pra matar a saudade.
Vibrei com a presença dos parentes. Alguns chegaram quinta-feira. Outros, porque viajaram de ônibus, só estavam aqui sexta-feira cedinho. Fizemos a festa. Foi tanto que, absurdo, acabamos incomodando os vizinhos. Reclamaram. Inveja da nossa felicidade. Brincadeira, eles estavam certos, nós esquecemos de baixar o tom de voz quando foi chegando a madrugada.
Alguns sobrinhos vieram também, pra minha alegria. São muito queridos, Rafael e Saulo.
Convocados pelos jovens, os adultos reviram o filme Lisbela e o Prisioneiro. Lindo! O horário - que coisa mais nada a ver - como diria o Saulo, pra mim foi um charme. Sessão café da manhã. Servido o desjejum, nos acomodamos e aí foi só diversão. Esses sobrinhos! Queridíssimos!
Agora acabou. A casa ficou vazia. Deixaram muita saudade. Saudade dos risos, das conversas, dos almoços festivos, das cantorias (teve sim, muito violão, ganzá e atabaque). Ah, essa saudade! Até um novo encontro! Até lá, um beijo e um abraço apertado.
Bom dia...muitas alegrias

Domingo, 27 de março, 2005
Feliz Páscoa!
Páscoa!
Tempo de ressureição!
De libertação!
Nova vida!
Em tempos de glória há muito amor que se espalha pelo ar e chega até aos corações dos homens de boa vontade. É mágico! E a magia do amor cria um mundo de esperança e paz. O sonho de que esse mundo tranformado pela força do amor seja o nosso faz desse o momento ideal para desejarmos a união de todos os povos. Feliz Páscoa!!!
Um beijo e um abraço apertado.
Bom dia...muitas alegrias

Cruel (Sérgio Sampaio)
Tudo cruel
Tudo sistema
Torre Babel
Falso dilema
É uma dor que não
Esconde o seu papel
São Carlos,
Morro Borel
Eu subo e nunca
Estou no céu
Tudo João
Nada na mesa
Deu no jornal
Mãos na cabeça
Um marginal que já
Não pode mais fugir
Vai reagir
Menino é bom ficar
De olho aí
Que tudo é
Desse mundo
Surpresa também
Espinho é
Bem mais fundo
Destino também
O amor tá
Quase mudo
Minha voz também
Cruel é isso tudo
Tudo tão mal
Tão sem beleza
Doce de sal
Lágrima presa
O que eles falam não
Se deve nem ouvir
Verbo mentir
Menino é bom ficar
De olho aí
Que tudo é
Desse mundo
Surpresa também
Espinho é
Bem mais fundo
Destino também
O amor tá quase mudo
Minha voz também
Cruel é isso tudo
Esta é a letra da música, Cruel (Sérgio Sampaio), que está no DVD, Luis Melodia Convida (participação do coro da Escola de Música da Rocinha e Intrépida Trupe) - Pra mim dispensa qualquer explicação.
Um beijo e um abraço apertado
Bom dia...muitas alegrias

Momento de reflexão
"Você dominará sempre as palavras que não disse, entretanto, se subordinará àquelas que pronuncia".
Mensagem do livro "Despertar" - psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier.
Um beijo e um abraço apertado.
Bom dia...muitas alegrias.

Quinta-feira, 24 de março, 2005
Conservadora, eu?
Quando ouvi de um jovem, muito jovem, que eu era mais conservadora que a sua bisavó, levei um susto. Eu? Não acreditei! Eu? Sou da geração dos jovens que viveram mudanças de comportamento como a contracultura. Dos jovens que lutaram para destruir o velho e impor o novo. Da década da contestação. Da época que mudou o mundo. Da geração dos que não aceitaram o que estava estabelecido e consagrado. De quando as mulheres abandonaram as saias rodadas para usar calças cigarettes num prenúncio de liberdade. De quando ter liberdade era usar uma minissaia, a vedete dos anos 60. Sou, enfim, a juventude dos anos 60. A juventude que tinha como característica o desejo de se rebelar, a busca por liberdade de expressão e liberdade sexual.
Para um jovem, muito jovem, que nasceu na era da informática, uma rebelde dos anos 60 deve ser, de fato, hoje, conservadora tanto quanto a sua bisavó, que pode ser da minha idade. Ou não. Mas essa não é a idéia que eu faço de mim mesma. Se a luta da juventude dos anos 60 contribuiu - com toda certeza - para que um jovem, muito jovem, tenha a liberdade de expressar os seus sentimentos com naturalidade, sem constrangimento, então valeu toda a nossa contestação à sociedade, à sua cultura em diversos aspectos, como por exemplo, os costumes e a moral. Parabéns aos jovens dos anos 60, quase sessentões, hoje, e aí eu me incluo, claro, e, parabéns aos jovens, muito jovens, da era da informática e aí está incluído o jovem, muito jovem. Enquanto aqueles estabeleceram idéias inovadoras, estes as usam como inspiração para as suas criações.
"O conceito que fazemos de outras pessoas, bem como aquilo que vemos no espelho quando nele nos miramos, depende do que sabemos do mundo, do que acreditamos ser possível, das memórias que guardamos e se nossa lealdade está comprometida para com o passado, o presente ou o futuro". (Theodore Zeldin - Uma História Intima da Humanidade)
Aos jovens de todas as gerações, um beijo e um abraço apertado.
Bom dia...muitas alegrias.

Publicado no Correio Braziliense - 24/03/2005
Padre brasiliense tem doença de Chagas
Internado há 20 dias, o pároco do Guará I, Vilmar Roecker, 38 anos, foi infectado após visitar parentes em Santa Catarina, onde seis pessoas já morreram. A Secretaria de Saúde do Estado estima que 50 mil podem ter sido contaminados. O Governo brasileiro divulgou um alerta aos países do Mercosul.
Mais notícias no site do Jornal Correio Braziliense

Quarta-feira, 23 de março, 2005
O encantamento das recordações
Estudar no colégio das freiras era a única opção na cidadezinha onde nós morávamos. E era chique. Não, não era chique. "Nem chique, nem mique". Era sem opção. As famílias abastadas daquela região, sem exceção, mandavam as suas filhas para o internato - único dali. Eu achava o máximo. Queria ser interna. Tanto fiz que passei uma temporada semi-interna. Era o que podia ser. Minha mãe não permitiu que eu dormisse no colégio. A experiência foi incompleta, graças a Deus. Detestei tudo. Muitas regras, muito silêncio, muita oração, muito sono ( depois do almoço ficávamos no estúdio pra fazer os deveres...um sono). Não podia cochilar, lógico. Correr pelos corredores, nem pensar. Um pecado. Era contra o regulamento. As freiras impunham regras e horários rígidos. Tinha que ser. Eram muitas alunas entre crianças e adolescentes. Sem regras não havia controle. Imagina uma guerra de travesseiro com 10, 15 ou até 20 meninas? Não sei se era esse o número de garotas no dormitório. É só uma hipótese. Nossa! Já vi até a cena. Plumas pra todo lado, camas desfeitas, gritos, risos...tudo de bom para as crianças, claro. E as freiras? Essas, correndo até o local pra ver o que significava aquele barulho e se descabelando (será que elas têm cabelo por baixo daquele véu? Comentávamos entre nós) ao se depararem com o dormitório virado de ponta cabeça. Portanto, elas vigiavam.
Nós rezávamos toda manhã e cantávamos o hino Nacional - é, eu sou desse tempo - antes de entrar em sala de aula. Pois bem, eu queria o internato e a minha irmã, ser freira! Pode? Pode. Aliás, a maioria das garotas da sua idade - ela é um pouco mais velha que eu - queria isso. Foi uma gozação porque ela não ficou mais que dois dias. Nenhuma ficava. Quase imediatamente à chegada começavam a chorar querendo voltar pra casa. O comentário entre as alunas, quando a minha irmã saiu, é que estava com saudade das anáguas - ela vestia umas bem engomadas - que deixavam a saia tipo balonê. Sabe aquele visual de balão de festa junina? Bem parecido. Era figurino dos anos 60, e, segundo a Ana, também foi "fantasia" na pré-adolescência dos anos 80, ao que parece, divulgado pela Xuxa.
Que aventura maravilhosa são as lembranças. Quantas emoções oferecem. Elas têm a magia de renovar a vida. Contá-las aqui é como igualar o presente àquele tempo de encantamento.
Bom dia...muitas alegrias.

Repetir, pra repetir
Posso pedir algo a você que me dê alegria.
Posso me empenhar em oferecer a você muitas alegrias.
Com esse propósito quero mesmo é cumprimentar com um bom dia, boa tarde ou boa noite, e, desejar ...muitas alegrias, sempre.
Estarei me repetindo? Lógico que sim - não tem muito tempo escrevi a respeito - a intenção é essa. Repetir, pra repetir em todos os textos futuros um bom dia, boa tarde ou boa noite...muitas alegrias.
Como agora é noite. Boa noite...muitas alegrias.

Segunda-feira, 21 de março, 2005
A tia Jurema
Quem não tem ou teve na família uma tia como a minha tia Jurema? Um mulherão. Charmosa que só ela. Mulher de poucos, mas grandes e intensos amores. Dois foram os mais importantes. Os pais de seus filhos. O primeiro filho, homem feito hoje, é fruto de seu primeiro amor, o da juventude, e a filha, a segunda, uma mistura explosiva da tia Jurema e seu ex - seu último amor - são, com os netos, os amores da sua vida. Minha "ídola", essa minha tia. Quando ela chegava com a sua alegria contagiante iluminava a nossa casa. Meu pai, seu cunhado, não gostava dela. Mulher muito independente, dizia ele. Pra mim, ela é que sabia viver. Sua irmã mais velha, que não era a minha mãe, adorava seus filhos e ficava com eles enquanto ela "corria o mundo" depois que se separou do seu ex . Viajou muito por esse Brasil afora. Fora do país não deu um passo. Não quis. Nunca tive curiosidade de lhe perguntar por que não saiu pra correr outras paragens. Tudo que a vida lhe ofereceu aproveitou intensamente. Tem é história pra contar essa minha tia Jurema. Ainda bem , porque hoje, já envelhecida, sentindo umas dores aqui outras ali, consequência da idade, já não gosta tanto de sair de casa. A alegria de viver, essa, felizmente, continua. É sempre um prazer visitar a minha querida tia. Mas, como tudo na vida tem dois lados, a tia Jurema tinha uma característica que passou a me desagradar muito quando cheguei a adolescência. Ela era uma grande desbocada. Quando ela vinha até a nossa casa, eu sempre dava um jeito de sair com ela. Queria estar a seu lado porque adorava observar como as pessoas nos seguiam com os olhos. Ela era atraente, sem dúvida, mas também era "peruésima" com seus brincos enormes, suas pulseiras sempre tilintando, suas roupas coloridas. Eu era criança. Tudo era só alegria. Não prestava atenção no jeito crítico que as pessoas nos olhavam. Mas fiquei adolescente. Passei a ter vergonha da minha pobre querida tia Jurema. Eu que a adorava me escondia quando ela chegava. Triste isso! Eu interpretei tudo errado. Ela era muito mais feliz do que aquelas pessoas e demonstrava dessa forma. Era superior porque viver com alegria era muito importante. Ela nunca deixaria que alguém a fizesse se sentir inferior e sempre me dizia, seja superior, mas nada de arrogância. E porque dizia o que sentia era chamada de desbocada. Não cheguei a essa conclusão que eu não tinha capacidade pra tanto. Era apenas uma adolescente. Foi-me dito inúmeras vezes. Como eu não sabia analisar essas questões, cometi o pecado de acreditar. Talves fosse ciúme, inveja, sei lá, qualquer desses sentimentos pequenos que nutriam por causa da sua constante alegria. Hoje a visito com frequência. Vou almoçar com ela nos melhores restaurantes da minha cidade. Quero me redimir. Tenho o maior prazer de levá-la ao teatro, ao cinema e nem ligo se alguém olha criticando o nosso modo de ser, de vestir, de rir alto de uma piada só nossa. Eu, agora sou a tia Jurema de antigamente. E me importo. Um beijo e um abraço apertado, minha querida tia.

Na minha cidade tinha uma fonte luminosa sonora que era um dos principais cartões postais nos anos 60 e 70. A fonte acompanhava o ritmo das músicas colorindo a água igualmente. Estávamos passando pela avenida lateral quando meu filho, pequeno, 3 ou 4 anos de idade, dificil lembrar agora, lá se vão muitos anos, olhou e viu a fonte envolta em vapores - entre os jatos de água que jorrava pro alto, a fonte também lançava vapores brancos ou coloridos - Era o momento do vapor esbranquiçado. Então ele disse: "mãe, olha a poeira da água!". Nunca esqueci. É a simplicidade da linguagem infantil. Saudade de você, filho querido.

Fim de Semana
Nem imaginava falar sobre o meu final de semana. Eu pensei, pra quê? Todos fazem coisas interessantes e diferentes nesses dias - sexta-feira, sábado e domingo. É verdade! Mesmo assim, não resisti...conto, não conto, conto...vou contar. Por que não? A vida é mesmo cheia de imprevistos. Uns acontecimentos agradáveis, outros nem tanto, alguns cômicos, outros tristes...bem tristes, mas, nesse caso específico, com sua dose de humor, graças a Deus. Sem choro, nem vela! Não comparando com o "Sem Choro Nem Vela" publicado pela revista Época, Edição 298, de 30/01/2005 - Carta do Editor - sobre mais um discurso, de improviso, do Presidente Lula, quando ele disse que os empresários deveriam chorar menos e vender mais e a maioria da platéia era formada por empresários. Estou mais para Nizan Guanaes, publicitário, que disse: "Está todo mundo chorando? Vamos vender lençol". Até porque chorar o leite derramado, não resolve, embora já estivesse acontecendo comigo lá pelo final do sábado. Chorando...o leite derramado, é claro. Mas fui salva pelo gongo! Não, que gongo, pelos amigos, isso sim. Lá estou eu falando já sobre o final de tudo. Nossa! Não tenho jeito, já estou querendo atropelar e contar o final. Mas, começando pela sexta-feira...fomos, meu marido e eu, encontrar um amigo muito querido para jantar em um lugar bem tranquilo e agradável. Ele estava desconsolado. Lá pelo meio da conversa falou-se sobre um encontro anterior que reuniu grande parte dos amigos comuns. Nesse encontro todos estavam muito alegres e felizes e até alguns mais que outros. Esses outros, para surpresa desse amigo que estava preocupado e mesmo chateado com o comportamento inocente de um amigo/irmão - motivo do seu desconsolo - se aproveitaram da bebida para mostrar o lado cafajeste. Aos que mantiveram uma postura de alegria, sem maledicência, bato palmas. Aos que se aproveitaram de um drink a mais para desrespeitar a sua parceira agredindo as mulheres presentes com mãos bobas e palavreado inadequado, minhas condolências. Esses não farão mais parte do nosso convivio. Satisfação para o nosso amigo que assim pôde rever o seu julgamento afetado pelo disse me disse de alguns fofoqueiros. Já o sábado foi só alegria! Bem, mais ou menos. Tivemos um almoço agradabilíssimo. Ao lado de amigos de muitos anos participamos de um almoço com direito a muita música ao som de um violão afinadíssimo, vozes encantadoras e discursos comemorativos. Mesmo atropelados pelos eufóricos de plantão que interrompiam com muito bom humor, os discursos comemoravam o amor, a amizade e o carinho entre todos os presentes. A anfitriã nos falou do seu amor por todos, disse que alguns - citando os nomes - moravam em seu coração e os demais apenas num cantinho, num "puxadinho" . Não era verdade. Era para nos fazer rir. Conseguiu. Descontraiu o ambiente. Havia muita emoção no ar. Foi tudo muito bom até as 23:00 horas quando voltamos pra casa e, sem sono, resolvi mexer no meu PC. Aí não ficou nada interessante. Não podia deixar quieto? Não, tinha que fuçar. Pra que funcionar se a gente pode desregular tudo, né? Santa ignorância. Tirei o blog do ar. Que vexame! E agora? Seria possível refazer tudo ou eu perderia o blog? Afora umas pequeninas modificações, eu o queria do jeitinho que estava. Não queria mudar o nome também - acreditava que fazendo outro não podia usar o mesmo nome - (o que ainda não sei). Só me restava dormir - já passava das 3:00 horas - e esperar alguém que pudesse me tirar dessa. Muita sorte! Ufa! O meu amigo Rafael a quem dediquei o post um pouco abaixo, salvou o meu domingo. Bendito domingo de paz e alegria.

Domingo, 20 de março, 2005
O MAQ - Marco Antonio de Queiroz - sobre quem eu escrevi no post do dia 17/03/2005, e, para quem eu enviei um e-mail comunicando essa citação, mandou uma mensagem encaminhando o seu comentário a respeito da minha referência. Por razões que ele descreve no e-mail, copiou o que escreveria nos comentários, colou no final do seu e-mail para que eu pudesse publicar aqui, o que faço com o maior prazer. Obrigada MAQ, pela sua atenção. Um beijo e um abraço apertado.
"OI Mércia, bom dia.
Bacana você ter comentado sobre mim em seu blogg. Fui lá fazer um comentário mas, infelizmente, não pude, pois depois de escrever tudo, na página que se segue para que o comentário apareça, surge um "digite o que você vê acima" ou algo parecido.... Acontece que isso não está escrito, mas desenhado, é uma imagem e nós cegos não vemos, digo, escutamos de nossos softwares específicos, o que vem de imagens, só o que está escrito de forma comum. Assim, copiei o que escrevi por lá e vou colar abaixo para que você faça isso por mim, ok?
Abração amigo do MAQ.
Comentário:
Oi amiga, bom dia. Fiquei muito contente que tenha gostado do meu site e feito seu comentário aqui no blogg. A diabetes é uma doença perigosa e devemos ter um cuidado muito especial com ela. Tive muitas conseqüências negativas que ela nos traz, mas amo demais a vida, meus entes queridos e amigos para parar de crecer. O sofrimento modela a alma e temos mais é que aproveitá-lo para nos conhecer melhor,aos nossos amigos e semelhantes. Parabéns pelo seu blogg.
Abraços contentes do MAQ.
-----Mensagem Original-----
De: Mercia Lustosa
Para: maq@bengalalegal.com
Enviada em: sábado, 19 de março de 2005 02:35
Assunto: MSG da Bengala Legal
Oi Marco Antonio,
Estava navegando na internet e encontrei vc. Nem li tudo a seu respeito, mas fiquei encantada com a sua força e coragem. Fiz uma citação a seu respeito no meu blog (http://espelhofeminino.zip.net ) . Só espero que vc não se importe. Um abraço apertado. Mércia

Concurso

Amigo Rafael

Saraiva é...

Recebido de um amigo
"Eu enloqueceria se perdesse todos os amigos!
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem...
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida...
...mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro...
embora não declare e não os procure sempre".
(Vinicius de Morais)

O Tom é gente da gente

Amigo do peito
O meu querido amigo Valdy, amigo daqueles que a gente acha que nem merece porque é tudo de bom, daqueles sempre ali, presente pra o que der e vier, criou um blog e fez a sua estréia com categoria. Publicou um texto belíssimo enviado por uma amiga que informou ser o autor desconhecido. Vale a pena ler. Um beijo e um abraço apertado, amigo.

Aniversário da Raquel
Fico feliz de poder parabenizar uma pessoa tão querida como a Raquel. Foi ela que me deu as boas vindas quando comecei a frequentar o SayBox do Querido Leitor. "Quel", sucesso...continue a iluminar este mundo por muitos e muitos anos. Muita paz, saúde e amor. Um beijo e um abraço apertado.

Sexta-feira, 18 de março, 2005
CABELO PRA QUE TE QUERO
Cabelo é a moldura do rosto, dizem. Dizem muito sobre cabelo. E eu digo muito sobre o meu que resolveu ter vida própria desde...sempre.
Se ele fosse um pouquinho mais independente, sairia da minha cabeça e iria bater perna pelo mundo, sozinho. Tenho certeza. Nem ia olhar para trás.
Ele é complicado, gosta de ser, faz questão mesmo.
Nem sei se ele gosta de mim. É, porque fazer comigo o que ele faz, não pode gostar.
E o meu cabelo é curto e liso. Era para ser rebelde? Não, acho que não. Pois ele é. Talvez..,. Sabe por que? Ele é louro, mas não foi sempre assim... é pintado. Não, pintado não, que não se diz mais assim. Faz-se uma coloração dos fios, uma pigmentação. Dos fios brancos, no meu caso.
Como ficariam eles se eu não fizesse uma coloração para camuflá-los?
Desprezados?
Mesmo sem a gente querer eles nascem, crescem e se multiplicam. Então, preto como quando eu era criança, jamais voltará a ser. Pintá-lo (deixa pra lá a coloração, o termo, lógico), eis a solução.
Solução?
É, a solução para que você se transforme em escrava do salão. De uma cabeleireira (o) que mesmo sem a sua autorização resolve mudar a cor dele porque essa é a da moda, é o que está sendo usado em Paris, Londres e Nova York. Ah, sim!
Ou ela não tem a cor que você usa e coloca outra que é só um “tantinho” diferente. Quando vê seu cabelo está vermelho ou pior, laranja.
Já aconteceu de tudo com o meu. De ficar verde, laranja, pink..., a quase careca.
E o corte? Ah, o corte! Esse também pode colocar tudo a perder. Cortar às vésperas de uma festa não se faz. Eu? Já fiz, claro...
Também, ela não tem o menor respeito por ele, vão dizer...,provoca uma briga de “foice”. Não..., de tesoura, Tem razão! Isso eu faço só pra ver o que ele vai dizer. Até agora não deu certo. Na maioria das vezes ele não gosta e vira a cabeça.
Já sei o que eu vou fazer. Vou deixar ele mandar

Quinta-feira, 17 de março, 2005
De conversa em conversa
Todos os meus amigos sabem do meu gosto por relógio. Não por todos os tipos. Aqueles que têm pêndulo e fazem um barulhão, esses eu não gosto. Espalhei relógio pela casa inteira - "casa" - modo de falar. É um flat, mas um cantinho aconchegante. Gosto dos relógios de pulso também. Tenho vários. A maioria presente do marido. Ele também tem essa preferência. Surpresa eu fiquei, quando um amigo me disse que eu tinha TOC, Transtorno Obsessivo Compulsivo, porque colecionava relógios. Ele não é médico. Que susto! Fiquei preocupada. Pedi explicação. Uma médica, em entrevista, tinha dito que todo colecionador tem TOC. Assim ele entendeu. Passa a se classificar como doença quando extrapola o bom senso. Ah! Agora sim. Entendi. A minha é só uma paixão. Nada fora da realidade.
E esse foi o relato de um diálogo entre duas pessoas totalmente leigas. Nossa, amigo, não se brinca com coisa séria. É melhor ter cuidado com o que fala.

Quinta feira, 17 de março, 2005
Respeito e Solidariedade
Marco Antonio de Queiroz é diabético, cego, transplantado renal e do pâncreas. É um exemplo de garra e luta. A minha mãe era diabética e também um exemplo de força e amor à vida. Não conheço o MAQ, mas quero deixar registrado aqui, o meu respeito e solidariedade. Um abraço apertado.

Agradecimento

O Alberto, amigo incentivador deste blog e nas horas vagas "professor de blog", foi muito gentil e mandou o Print Screen do seu acesso ao Espelho Feminino - nº 100 - Obrigada, Alberto. Um abraço apertado.

Homenagem
QL que faz aniversário ganha homenagem no Say do Querido Leitor, MSN e Blog dos amigos.
Para a Elisa, o meu abraço apertado, a alegria de muitos aniversários ao lado dos seus e que o charme da vida esteja com você. Seja feliz sempre. Um grande beijo. Mércia Lustosa.

Terça-feira, 15 de março, 2005
Para ver e ser visto
A princípio essa era a opção para dar nome ao blog. Surgiu de repente, nem sei como. Não, não sei se foi assim. Não importa. Não agradou. Acho que só eu gostei da idéia. Coloquei em votação. Não foi um bom negócio. Você gosta? Não? Ninguém gostava. Incrível! Incrível porque só a mim parecia tão significativo. Intrigada, comecei a analisar, não porque a tantos desagradava, mas, porque me parecia apropriado? De modo objetivo, pensei a respeito. Lembrei da escolha do meu avatar para usar nos comments do Querido Leitor, blog, da competente e simpática Rosana Hermann. Da época em que trabalhando ainda, achava desconfortável ficar sem batom, por isso estava sempre retocando. Imagina! O que tem isso a ver com o nome que deveria ser escolhido para um blog, eu pensei. Ao que parece, tudo, eu disse a mim mesma. Nessa época eu era chamada Penélope Charmosa, a do desenho, por causa do batom, vejam só. Um amigo, muito querido, me tratava assim. Era uma época de muitas alegrias ...depois a vida trata de encher nossos dias de eventos inesperados,e, às vezes, tristes, mas essa não é a história. Essa lembrança me fez procurar pela imagem da Penélope para ser meu avatar. Então encontrei a Charmosa Penélope. Sempre vaidosa essa Penélope...lindinha. Bolsinha de maquiagem, espelho...espelho? Espelho é pra gente se ver! Se embelezar! Atrair olhares! Ser visto! Era isso. Essa era a questão. Eu, inconscientemente estava procurando recordar uma das fases mais felizes da minha vida. " Para ver e ser Visto" significa muito pra mim, não importa se não diz nada a ninguém. É bastante que seja especial pra mim.

Terça-feira, 15 de março, 2005
E ao cumprimentar...
Sempre que eu cumprimento alguém posso ir além de um bom dia, boa tarde ou boa noite. Posso dizer, muitas alegrias! Gosto disso...lhe desejo muitas alegrias. Alegria de encontrar um amigo querido, receber uma boa notícia, um convite para um almoço, uma festa. É simpático, atencioso e atrai felicidade que é só, alegria! Bom dia...muitas alegrias.

Segunda-feira, 14 de março, 2005
A Escolha do coração
Quando recebi de uma amiga a mensagem, "Que a nossa sociedade se inicie em bases sólidas assim como a amizade verdadeira", experimentei um sentimento de ser alguém especial, e, como diz a canção - "amigo é coisa pra se guardar no lado esquerdo do peito" - de ser a escolha do coração.
Não era a minha intenção criar um blog...aconteceu. Quando me perguntavam, você tem um blog? Eu nem sabia o que era. Fui apresentada...gostei. Visitei vários, passei a frequentá-los. Fui fisgada...queria ter um, fazer parte dessa comunidade. E agora aqui estou, estreando. Quero proporcionar - será muita pretensão? - uma diversão, não, muita vaidade, uma escolha (ah! a do coração), uma opção para alguém especial, para alguém, qualquer que seja o seu estado de espírito. Alegre ou triste. Bem-vindo para aquele que está alegre porque irá abrilhantar o nosso encontro, bem-vindo para o que estiver triste porque poderá se alegrar e tornar o nosso encontro mais reluzente. E assim é a idéia. "Sociedade" com amizade.
A idéia também é dedicar esse primeiro post aos QL's que me incentivaram, Alberto, Elisa e Danniella. A vocês, amigos, um abraço apertado.
Assim, estou aqui!

O mundo ao seu redor é um reflexo... aqui é o meu espelho, reflexo da minha alma.
Perfil
BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, Mulher, Portuguese, Livros, Moda, Cinema, Internet.





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Imagem retirada do Templates Caprishu e reconstruida para o Espelho Feminino.
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