Quinta-feira, 29 de novembro, 2007


 

 


 

 

Bom dia...muitas alegrias


Escrito por Mércia Lustosa as 00h25
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Quinta-feira, 22 de novembro, 2007


 

Dedico o post de hoje a uma amiga muito querida!

 

"AVÓS SÃO O MÁXIMO !"

Perguntaram a uma menina de nove anos o que ela gostaria de ser quando crescesse. Ela respondeu: - Eu gostaria de ser avó!
Ao ser interrogada sobre o porquê dessa idéia, ela completou:
- Porque os avós escutam, compreendem. E, além do mais, a família se reúne inteirinha na casa deles.E a menina continuou:
- Uma avó é uma mulher velhinha que não tem filhos. Ela gosta dos filhos dos outros.
Um avô leva os meninos para passear e conversa com eles sobre pescaria e outros assuntos parecidos. Os avós não fazem nada, e por isso podem ficar mais tempo com a gente.
Como eles são velhinhos, não conseguem rolar pelo chão ou correr. Mas não faz mal.
Nos levam ao shopping e nos deixam olhar as vitrines até cansar. Na casa deles tem sempre um vidro com balas e uma lata cheia de suspiros.
Eles contam histórias de nosso pai ou nossa mãe quando eram pequenos, histórias de uns livros bem velhos com umas figuras lindas. Passeiam conosco mostrando as flores, ensinando seus nomes, fazendo-nos sentir seu perfume.
Avós nunca dizem "depressa, já pra cama" ou "se não fizer logo vai ficar de castigo". Quase todos usam óculos e eu já vi uns tirando os dentes e as gengivas.
Quando a gente faz uma pergunta, os avós não dizem: "menino, não vê que estou ocupado?" Eles param, pensam e respondem de um jeito que a gente entende.
Os avós sabem um bocado de coisas. Eles não falam com a gente como se nós fôssemos bobos. Nem se referem a nós com expressões tipo "que gracinha!", como fazem algumas visitas.
O colo dos avós é quente e fofinho, bom de a gente sentar quando está triste.
Todo mundo deveria tentar ter um avô ou uma avó, porque são os únicos adultos que têm tempo para nós.

 

Desconheço a autoria.

 

Boa noite


Escrito por Mércia Lustosa as 22h50
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Sexta-feira, 16 de novembro, 2007


OS MEUS VIZINHOS

 

Quando a mulher do meu vizinho vem visitá-lo ninguém nas redondezas precisa de despertador. Não tem como alguém se atrasar. Eles vivem se estapeando logo que amanhece o dia. É o nosso alarme. Ô gente esquisita!

Se não fosse tão triste era engraçado porque vivem aos beijos e... tapas!

A família mora em outra cidade e ele trabalha aqui, por isso ele se acha “o solteiro”, e, convicto disso, vive namorando. Quando a mulher está na cidade ele quer continuar com a vidinha de sempre aí a coisa fica preta. A mulher bota pra quebrar. Rola a maior briga.

A gente sabe logo quando ela chega. As paredes finas denunciam.

Os funcionários do prédio dizem que é ela que começa a azucrinar o juízo dele. Que é ela que provoca.

Como assim? Ela provoca?

O cara é casado, circula com as namoradas - tem mais de uma que eu já vi - aqui no prédio pra todo mundo ver e é ela que provoca o cara? Ele é um tremendo cara de pau, isso sim e ainda gosta de apanhar e... bater.  

Bem, na verdade, ela também não fica atrás. Bate, apanha, bate apanha... Mas não se largam. Eca, estou achando que eles têm o maior tesão com essa história!

Quando a gente menos espera... plac...plac...plac. Lá estão se engalfinhando... Devem ficar pelados porque estala pra cá, estala pra lá.  Acho que é a b*@&# que sofre!

O que é engraçado – afe – é o arrulhar deles pelos corredores. Passam pela gente aos beijos e abraços como se nunca tivessem se estapeado. Eu é que fico sem graça quando encontro os dois. Eles sabem que eu sei... que todo mundo sabe e nem ficam com a cara vermelha... Credo!

Quando ouvi aquele barulho pela primeira vez pensei que alguém talvez estivesse gostando de apanhar na hora do rala e rola. Tipo um “carinho mais excitante”...humpf! Ainda mais quando escutei um baque na parede...

Sabe aquelas cenas de filme quando um homem e uma mulher estão no maior tesão e mal chegam em casa vão tirando a roupa e jogando pelo chão,  se abraçando na maior fissura com direito a todos os ais e uis?  Pois bem, foi o que eu pensei: “Tá rolando a maior pegação”!  Pensei! Não era mesmo!  E os sussurros?  Também não era nada daquilo que eu imaginei... É que ela xinga adoidado, mas ele cobre com a mão a boca da infeliz para que ninguém ouça e aí o som sai abafado confundindo quem escuta.

É assim até o dia que ela vai embora.

E quando ela resolve seguir os passos dele se passando por uma detetive é aí mesmo que o bicho pega.  É um Deus nos acuda quando voltam para casa.

Ô povo doido viu?

Bom dia...muitas alegrias


Escrito por Mércia Lustosa as 10h47
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Quinta-feira, 08 de novembro, 2007


 

 

 

É ASSIM QUE EU GOSTO DE SER

 

Ah, como é bom gostar de quem gosta da gente...

E de quem gosta de gente...

É bom saber gostar... Saber que alguém gosta da gente também... Faz bem a alma!

Se gosto, gosto... Se não, não gosto e pronto. Sem meias palavras... Sem mais ou menos.

É tudo ou nada.

Gosto de tudo ou nada!

E saber das coisas? Gosto também.

Quero saber de tudo.

Do samba, do rock, do fank, do jaz... Canção. Gosto de todas.

Sou do bolero... Gosto mais...

Dançar com o bem amado... mão suada, rosto colado, corpos ardentes, tesão de repente!

Livro, poesia, som, imagem... Sonho, fantasia...

Gosto tanto!

Vida... amor... tesão... razão também. Por que não?

Esquecer do real? Não... Vivo com ele, esqueço não!

Gosto da vida que levo... É a mesma que levo para aqueles que eu gosto.

Comigo guardo também o jeito de cada um daqueles que amo. Guardo no coração!

O meu coração é feito assim... Carrego tudo...

As muitas vidas que fazem parte da minha...  Quero que façam parte de mim.

Gosto do bem, das coisas que dão água na boca... Daquelas que fazem estremecer, das que dão um frio na barriga e, às vezes, até metem medo, mas se empurrar a gente para frente gosto também.

Voltar eu não gosto! É perda de tempo. Não embala sonhos, atrasa a realidade. Não, não tem graça. A gente já sabe como foi. Não saber como será é que é o bonde da história, e, deixar passar esse bonde, nem pensar.

O que eu gosto mesmo é de dar a volta por cima. Nem sempre fácil, nem sempre do jeito que eu quero ou posso, mas sempre melhor do que ficar olhando para trás.

O presente não pode ser o passado nem o futuro, somente o elo de ligação entre o que foi e o que será.

É assim que eu sou.

É assim que eu gosto de ser.

 

Boa tarde...muitas alegrias

 


Escrito por Mércia Lustosa as 11h23
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Quarta-feira, 07 de novembro, 2007


 

MEME DA PÁGINA 161

Atendendo ao convite da Lila - até que enfim chegou o "grande dia".  Afe, eu já estava sem graça por não ter respondido... Mas agora está aí...

Abri o livro mais próximo - "A Conspiração Franciscana", de John Sack (ainda não li) - para selecionar a página 161 como manda o dever de casa e copiar a 5ª frase no blog. Simples. E, claro, passar o meme para outras 5 pessoas:

... "carregava em seu corpo as cinco chagas, os genuínos estigmas de Cristo".

Agora fiquei curiosa. Vou iniciar imediatamente a leitura dessa Conspiração...risos!

Ah, quem quiser fazer, tudo bem. Prefiro não indicar para que todos fiquem à vontade para brincar.

Boa tarde...muitas alegrias


Escrito por Mércia Lustosa as 14h00
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Quinta-feira, 01 de novembro, 2007


    PAZ NA TERRA

 

 

A guerra, a princípio, é a esperança de que a gente vai se dar bem; em seguida, é a expectativa de que o outro vai se ferrar; depois, a satisfação de ver que o outro não se deu bem; e finalmente, a surpresa de ver que todo mundo se ferrou. (Karl Kraus)

 

 

 

 

Não existe um caminho para a paz; a paz é o caminho.
(Mahatma Gandhi)

 

 

Não à violência...

Paz aos homens de boa vontade!

 

 

Quero a paz!

 

Quero jardins de flores colorindo o mundo... Sons harmoniosos espalhando música pelo universo... Crianças brincando, sem medo, nas ruas das cidades.

Quero de volta as brincadeiras de roda, os passeios nos parques, os carrinhos de bebê rodeando as pracinhas.

Quero parar a violência da corrupção.

Quero parar a mentira que gera desesperança.

Quero a ética na rotina do povo e a crença nos líderes nacionais.

Quero a igualdade social e a união dos povos.

Quero projetar na consciência dos homens um futuro sem guerra.

Quero a magia do amor, a paz na terra e os homens de boa vontade!

 

Esse texto faz parte do post que eu publiquei em 05/06/2006 e o título era, “Queria”. Foi modificado, hoje, e compactado para fazer parte da blogagem coletiva proposta pelo Lino.

 

 

Achei a Pomba da Paz que pousou aqui no dia 13/11/2006...
O que me disseram é que ela percorre o mundo... Coloque-a em sua página e vamos orar pela paz no mundo:

 

 

 

Bom dia...muitas alegrias

 

 

 

 

 

 


 

 


Escrito por Mércia Lustosa as 07h09
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Quarta-feira, 31 de outubro, 2007


 

 

 

Bom dia...muitas alegrias

 

 


Escrito por Mércia Lustosa as 08h55
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Sexta-feira, 26 de outubro, 2007


 

VIAGEM FANTÁSTICA!

CURIOSIDADE:

 

         "Em 1860, quando Blumenau tinha apenas 950 moradores, o irrequieto imigrante alemão Heinrich Hosang deu um jeito de fundar a primeira cervejaria da cidade. A empresa funcionou até 1923.
        A partir de 1862 outros fabricantes se estabeleceram em Blumenau.
Até o final do século 19 outras dez pequenas cervejarias se estabeleceram na cidade. Entre elas estava a "Rischbieter Brauerei" (Cervejaria Rischbieter) fundada por Carlos Rischbieter cuja vida foi marcada por um dado curioso: tendo enviuvado, casou-se posteriormente com a irmã do pai da esposa falecida. Com isso, tornou-se cunhado do sogro e da própria irmã que, por sua vez, ficou sogra e cunhada do irmão. Bavária e Favorita foram algumas das marcas produzidas pela empresa, que funcionou até 1914.
  A Cervejaria Jennrich colocou no mercado as marcas Estrela, Polar e Kulmbach. Seu fundador, Otto Jennrich, era conhecido pelas esquisitices. Andava de tamancos e não raro embebedava-se com os consumidores de suas cervejas. Fumante de cachimbos, inventou uma máquina de picar fumo com a qual conseguiu decepar um dedo. Levando a sério uma pilhéria do médico que o informou sobre a impossibilidade de recolocar o dedo no lugar, deixou-o secar e passou a usá-lo como limpador de cachimbos. 
       
Estas e outras histórias constam do artigo "Cervejarias de Blumenau", publicado na revista Blumenau em Cadernos em setembro de 1960 pelo jornalista e historiador José Ferreira da Silva".

Fonte

Bom dia...muitas alegrias


Escrito por Mércia Lustosa as 10h44
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Quarta-feira, 24 de outubro, 2007


 

 

RENASCER A CADA DIA

 

Eu queria alcançar o céu como se estrela fosse e iluminar os caminhos de tantos infelizes e solitários.

Alcançar montanhas como se asa tivesse e voar deslizando suavemente para dissipar nuvens lamentos e tantos infortúnios.

Juntar-me ao mar profundo como se rio fosse e mergulhar as lágrimas de tantos que choram uma dolorosa saudade.

Atingir profundezas e percorrer labirínticas crateras para esconder a tristeza de tantos enlutados pela dor da morte.


Diante do desejo de ser, o renascer para a vida...

O poder de sonhar a cada nascer de um novo dia...

A certeza de que está em nós o querer ser melhor a cada alvorecer.

 

 

"Liberdade é seguir o roteiro dos outros ou escrever o seu"?

 

Boa tarde...muitas alegrias.

 

 


Escrito por Mércia Lustosa as 11h21
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Quinta-feira, 18 de outubro, 2007







Luara querida, obrigada pelo prêmio "Esse Blog é escrito com Amor".

 

A Aline e o Marcelo do Amenidades Estampadas criaram o selo para presentear aqueles blogs que são escritos com amor.
São tantos... Impossível citar todos os que merecem recebê-lo, por isso optei por não  mencioná-los, mas oferecer a todos aqueles que admiro e tenho o maior carinho, o Selo "Esse Blog é Escrito com Amor".


Bom dia...muitas alegrias




 


Escrito por Mércia Lustosa as 07h16
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Quarta-feira, 17 de outubro, 2007


 

 

 

 

 

 

"Só por hoje, não sinta raiva e não fique zangado.

Só por hoje, abandone as preocupações.

Só por hoje agradeça as bênçãos.

Só por hoje, faça seu trabalho honestamente.

Só por hoje, seja gentil com o próximo e com todos os seres vivos.

 

Que tal seguir estes cinco princípios?

 

Só por hoje...                     

...a cada dia"!

 

UPDATE:

 

Queridos amigos,
Viajei e por isso fiquei tanto tempo fora da blogosfera. Desculpem-me por não avisar.
Tenho fotos para mostrar e presente para agradecer. Farei dentro em breve.
Obrigada pelo carinho de todos!
  

 

Bom dia...muitas alegrias

 

 


Escrito por Mércia Lustosa as 08h07
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Terça-feira, 09 de outubro, 2007


 

 

 

"Antes de falar, escute.
Antes de escrever, pense.
Antes de gastar, ganhe.
Antes de julgar, espere.
Antes de rezar, perdoe.
Antes de desistir, tente."

 

Bom dia...muitas alegrias

 


Escrito por Mércia Lustosa as 06h19
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Quarta-feira, 03 de outubro, 2007


 

"Na vida todo final é um novo começo"!

 

Bom dia...muitas alegrias


Escrito por Mércia Lustosa as 07h47
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Quarta-feira, 26 de setembro, 2007


 

 

Cartas

 

Entre lençóis amarelados, embaladas em laços de fita desbotada pelo tempo, encontrei as tuas cartas que tanto me fizeram chorar de paixão...

Segredavas o teu amor em versos manchados pelas lágrimas que derramavas maldizendo a solidão.

Transformaram-se os dias...

Tu choravas por mim de tão longe e eu por ti de angustiante saudade!

Vivíamos das lembranças, da emoção dos encontros, da esperança no coração e das cartas trocadas inundadas de juras de amor!

Mas o teu amor! Ah, o teu amor me enganou... te enganou!

Era pequeno e se acabou... Não cresceu com o tempo... Desistiu do meu e se perdeu na distância.

Transformaram-se os meus dias...

A esperança deu lugar a uma saudade sem fim e a tristeza acompanhou a dor da separação.

Escondi as tuas cartas fingidas de amor para esquecer as palavras que, acreditei, vinham do teu coração.

Hoje não sei de ti. Não sabes nada de mim.

Venci a dor, a saudade e a tristeza. Ficou a paz e a doce lembrança de um tempo de amor.

Quem já não se perdeu em sentimentos?

Fez loucuras e pensou amar para sempre?

Em algum lugar...  Hoje, amanhã, sempre, haverá alguém lamentando e chorando a falta de um amor...

E... perdoando.

Perdoar é para os que guardam mágoa no coração.

Esqueci que um dia tive ressentimento...

Encontrei um coração apaixonado que bate no ritmo do meu... descompassado!

 

 

Boa tarde...muitas alegrias

 


Escrito por Mércia Lustosa as 13h01
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Quarta-feira, 19 de setembro, 2007


 

Viagem aos Estados Unidos

A nora da minha irmã é uma "baixinha" danada de esperta.
Não sabe falar um oi em inglês - ooppsss, minto, sabe sim... Ela até que sabe algumas palavras só que não consegue formar uma frase “convincente” -  mas assim mesmo se juntou a um grupo que foi aos Estados Unidos para participar de um evento ligado a empresa de marketing de rede na qual ela atua há alguns anos.
Ao todo eram oito pessoas. Ela, um casal e cinco amigas. De todos os amigos, o Antonio - vou chamá-lo assim pra facilitar -, único homem na equipe e marido de uma das amigas, era o que falava a língua. Portanto, o intérprete.

Até chegarem em Los Angeles, tudo bem.
Ah, mas quando descobriram que não estavam todos no mesmo hotel ficaram chateadérrimos. As amigas deram um piti...Um piti daqueles de arrancar os cabelos. Precisou de muuuuuita conversa para que elas não desistissem e pegassem o primeiro vôo de volta.
 
A “norinha” e mais três ficaram juntas num hotel. O Antonio, a mulher e as demais, foram para um outro. Enquanto estavam cumprindo a programação do evento, nenhum problema. Sempre tinha alguém para ajudar e se comunicavam legal.

Eu não entendi bem porque ficaram por conta própria, depois. Só sei que ficaram e como queriam passear e fazer umas comprinhas porque ninguém é de ferro, chamaram um taxi. Desistiram quando souberam do preço. Absurdamente caro.
Resolveram alugar um carro. 
Um  quiprocó. Um carro só não dava. Alugaram dois. Outro desespero. Quem pra dirigir, além do Antonio? 
Quem... quem? A “norinha”, lógico. A única corajosa do “bando”.

Ela me disse - Você acha, tia Mércia –  ela me trata assim, carinhosamente – que eu ia perder uma oportunidade dessa? Mas, nem morta! Fui com a cara, a coragem... e o GPS, lógico, que eu não sou nem maluca! Era querer muito, dirigir sem aquele “santo guia”.

Mas logo no primeiro passeio, se perderam do Antonio. 

- Tia Mércia, pense no desespero da mulherada?  Na agonia? 

Ela me contou que as amigas, alvoroçadas, falavam ao mesmo tempo: -  E agora? Nós estamos perdidas...ai meu Deus. O que vamos fazer?  Eu não sei voltar! E você? - Uma perguntava pra outra e depois as duas olhavam aflitas pra ela, mas nem conseguiam  perguntar nada... Acho que tinham medo da resposta... Confiavam nela... E ela...aaaffff...nem ia saber o que dizer. Estava perdida mesmo - me disse sorrindo.

- Fiquei  pas-sa-da. – ela continuou – Doidinha com aquelas mulheres totalmente histéricas só porque a gente tinha se perdido numa terra estranha e sem saber falar a língua do povo... (risos).
- Ah, e isso não era nada comparado com o que eu lembrei logo em seguida, tia Mércia. Eu estava sem o endereço do hotel e, pior, achando que ia conseguir acompanhar o Antonio, nem tinha gravado o itinerário.
- E o cartão do hotel? Você não tinha um? – perguntei.
– E eu lá lembrei de pedir um na recepção! – respondeu. -  Nem eu nem ninguém...humpf!
- Ah...risos! - E aí? – fiquei curiosa -   como foi que terminou?
- Bom, - ela me respondeu - ali no meio daquele “drama”, quanto mais eu pensava que não tinha nada pra me orientar mais eu ria. Parecia uma maluca. Eu sabia que elas ainda não tinham se dado conta desse detalhe e quando percebessem, aí sim, iam morrer de chorar... iam cair ali mesmo... durinhas! Por isso e por causa do nervosismo, claro, eu não conseguia parar de rir.
- O que vocês fizeram, afinal? – insisti.
- Bem, – ela disse  – a gente tinha dado uma paradinha  pra poder rir/chorar sem correr o  risco de infringir alguma lei de trânsito – então, mais calma, voltei a dirigir pensando como sair daquela situação quando passei por um Hotel Holiday Inn.
Opa - estávamos salvas, pensei -  era o nosso hotel. Não aquele onde nós estávamos hospedadas, mas um da mesma rede. Aí foi fácil.
Dei a volta, parei o carro e fui até a recepção falar com alguém. Nem sei como me fiz entender... Só sei que me mostraram um papel com uma lista dos muitos Holiday Inn. Olhando um por um localizei o nome do nosso... Ufa! Entreguei o GPS ao recepcionista e ele entendeu que era pra digitar o endereço. Nessas horas a mímica ajuda... (risos)!

- Ah, tia Mércia, essa foi só uma das muitas que aconteceram por lá.

No dia que eu inventei de ir até a escola para falar pessoalmente com uma professora que eu conhecia só de bate papo no “msn” foi um desastre quase total... (risos)! Quase, porque graças a um latino acabou dando certo...  Eu tinha dito que se um dia fosse aos EEUU iria visitá-la.
Convidei a todos, mas só as “meninas” que estavam comigo no dia anterior toparam. Eu não tinha o endereço, mas sabia o nome da escola, então tudo bem. Só não sabia que para o GPS o nome não importa. Tem que ter o endereço.
Pelo caminho, sem entender porque o “santo guia” não queria me guiar, me deu fome, dor de barriga, vontade de fazer xixi, faltou combustível no carro... Puro nervosismo. A experiência do dia anterior tinha feito um estrago.
Nessa altura as companheiras de viagem nem falavam. De olho na estrada já começaram a lamentar... – Ah, meu Deus, outra vez? – diziam.
Cansada de brigar com o GPS procurei um local para estacionar. Encontrei uma vaga bem em frente a um prédio. Assim que eu parei veio um segurança gesticulando... – No, no, no!
Levantei o dedo indicador pra dizer que era só um minuto e saí correndo à procura de um telefone e o segurança correndo atrás de mim. Com muito custo ganhei 15 minutos.

O telefonema foi um parto. Eu dizia: - I  speack teacher Anne (não sabia que devia procurá-la pelo sobrenome) e alguém respondia – no,  e mais sei lá o quê que eu simplesmente não entendia. Eu olhava para o relógio e via os minutos passando... Não estava conseguindo nada. Aí lembrei de telefonar para a casa dela. Atendeu o marido... outro parto. Ô dificuldade!!!
Pedir o endereço da escola e ele entender era moleza. Ele me responder, também... Fácil, fácil! Mas, até quem não estivesse lá era capaz de compreender melhor do que eu o que ele respondia... - Você não tem noção, tia, da minha agonia! 
Fiquei desorientada.  Pedia pra ele falar letra por letra, soletrar... Em português bem explicado, eu repetia: - f-a-l-e  d-e-v-a-g-a-r,  s-o-l-e-t-r-a-n-d-o... Understand? Imagina! Era cômico... Só fiz complicar. Antes, eu não entendia nada, tá certo... Agora, nem ele.
Olhei para o relógio... Ainda dava tempo. Tinha uns minutinhos antes  que o segurança me expulsasse.  Desliguei e liguei para a escola outra vez. Pedi o endereço. Nada. A pessoa falava, mas eu continuava "boiando"... Não adiantava, aquela língua enrolada me deixava louca. Desisti. Resolvi voltar para o hotel.
O segurança me viu voltando e veio falar comigo. Com o polegar pra cima, perguntou: - ok? Respondi movimentando as mãos naquele gesto que significa "mais ou menos" e olhei pra ele. Então vi o crachá. Ahhhhh, um nome latino. Comecei a rir feito uma maluca...de novo, mas agora, sim, por um bom, um excelente motivo, tia Mércia... (risos)!
O resto você deduz.

- Então conseguiu chegar à escola da Anne!
- Pois é!!!!! 

E ela ainda tem mais história para contar...aaaaafffffff!!!!!


Escrito por Mércia Lustosa as 16h59
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